Sanfona ajuda a ressociabilizar reeducando em penitenciária de Caruaru

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Foto: Divulgação/SJDH

Nem os três anos e dois meses que passou recluso no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), no município de Canhotinho, foi motivo para que Severino Heleno, de 59 anos, desistisse do sonho de viver de música.

Heleno, atualmente cumpre pena no regime aberto e é acompanhado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), por meio do Patronato Penitenciário de Caruaru, onde precisa se apresentar uma vez por mês. Ele ainda não está totalmente livre, mas encontra na sanfona a liberdade e uma forma de garantir sua renda.

Com sete apresentações marcadas para o ciclo junino, Biu do Acordeon, nome artístico do músico, canta e toca forró pé de serra há mais de 30 anos. Enquanto esteve preso, ensinava a arte aos colegas.

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“Nunca deixei o meu amor pela sanfona, pelo forró. Tenho um prazer enorme de cantar e levar a alegria para essas pessoas. É dessa forma que eu encontro a liberdade, onde deposito meus sonhos”, revela Biu.

Heleno é um dos 11.618 apenados atendidos pelo Patronato Penitenciário de Pernambuco, em Caruaru, cujo público-alvo são reeducandos em regime aberto, livramento condicional e egressos.

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O órgão de execuções penais exerce as funções de acompanhamento de processos, atenção psicossocial, pedagógica, e de inclusão produtiva. O objetivo é dar novas oportunidades a esse público e diminuir a reincidência criminal.

“Os únicos caminhos que comprovadamente ressocializam as pessoas que querem sair da vida errada são os caminhos da educação e da empregabilidade. Esse é o foco do Patronato. E ele (Biu do Acordeon), é um exemplo de que quando a oportunidade surge e a pessoa quer ela pode se ressocializar”, ressalta o Superintendente do Patronato Penitenciário, Josafá Reis.

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