Vinil Alternativo reúne gerações de rockeiros na Boa Vista desde 1990

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foto: Maria Carolina Santos

Adolescentes roqueiros de várias gerações tiveram um programa em comum pós-aula: ir para a loja Vinil Alternativo, na Rua Sete de Setembro. Lá, além dos jovens, fãs de rock de todas as idades se encontram para olhar os discos, dar uma espiada nas camisetas e conversar sobre música.

Referência para quem gosta de vinil, a loja tem mais de 3 mil álbuns (CDs e LPs) à venda, fora o estoque na casa de José Miranda, o fundador da loja, que trabalha no local ao lado da esposa, o filho Elvis, que está hoje à frente dos negócios, e um funcionário.

“O nosso forte é MPB, pop, rock, punk e metal. Quando aparece algum disco de sertanejo, eu coloco à venda
por R$ 1”, diz Miranda, que é fã de blues.

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(foto: Maria Carolina Santos)

Recentemente a loja foi cenário da série de televisão Lama dos Dias, do Canal Brasil, que conta a história do manguebeat. Na gravação na Vinil, o músico Fred 04 faz o papel de Miranda e a cantora e atriz Louise França, filha de Chico Science, também participa da cena, como uma cliente.

“Na época que começou o movimento, todos os músicos do manguebeat apareciam por aqui. Inclusive o Chico”, lembra Miranda.

Sobrevivente das várias crises econômicas do País e da crise da indústria dos discos, a Vinil diversificou sua atuação ao longo dos anos. Hoje vende, além das camisetas e dos piercings, skates e acessórios para skatistas. “O nosso atendimento é o diferencial que nos mantém todo esse tempo no mercado”, acredita Miranda, que abriu a loja em junho de 1990.

Músicos pernambucanos – e de fora – continuam frequentando a Vinil, deixando seus trabalhos
à venda ou escolhendo o que vão levar para casa.

“Além do pessoal do manguebeat, uma infinidade de artistas já passaram por aqui. Lenine, Ed Motta, Robertinho do Recife. O mais extravagante foi Falcão, do Ceará. Ele realmente encarna o personagem o tempo todo. Ficou brincando com os clientes, foi uma algazarra. Presenteei ele com quatro anéis bem extravagantes, ele gostou muito!”, rememora Miranda.

Na loja, o vinil mais caro é Rosa de Sangue (R$ 220), clássico de Lula Côrtes  em edição norte-americana. “O da primeira tiragem custa mais de R$ 10 mil”, conta o dono. Mas não se assuste com esse preço: muito além dos sertanejos por R$ 1, a loja é repleta de bons negócios para os fãs da música.

Coletâneas e artistas populares saem também por R$ 1 – há uma seção toda dedicada a esse preço. Tem Gal Costa por R$ 8, Pink Floyd por R$ 66, Eric Clapton por R$ 30. “Temos para todos os gostos. E todos os preços”, resume Miranda.

Serviço
Loja Vinil Alternativo
Rua Sete de Setembro, 105, loja 105 – Boa Vista, Recife/PE
A loja fica no térreo do Edf. Mandacaru, na entrada à esquerda
Como chegar:

A loja abre de segunda a sexta, das 10h às 18h30, e nos sábados, das 9h30 às 15h
Instagram: vinilalternativo
Facebook: vinilalternativo
Telefone: 81 3222-2385



comment 9 comentários

  1. A Vinil Alternativo, é uma lenda que não pode fechar! Não me canso de rir dos foras que às vezes o Miranda dava nos noobs que apareciam por lá pra tirarem onda com a cara dele, já sabendo que ele não perdoava... 90% do que tenho de material de VHS, DVD e CD, comprei com o Miranda, figuraça, e grande chapa! Depois passo por lá pra dar um abração nele <3
  2. Correção na reportagem: A Vinil Alternativo foi fundada em 1990 por Luciano Figueirôa e José Miranda. Aliás, Luciano foi quem criou o nome Vinil Alternativo. A reportagem tem uma série de equívocos mas fiquemos apenas nos citados acima.
  3. Correção: A Vinil Alternativo foi fundada em 1990 por Luciano Figueirôa e José Miranda. Aliás, Luciano foi quem criou o nome Vinil Alternativo. A reportagem tem uma série de equívocos mas fiquemos apenas nos citados acima.
  4. Eu e minha irmã começamos a frequentar apartir de 92 quando fomos estudar na cidade, ir na vinil todas as tardes era como se pudéssemos ficar perto de nossas bandas preferidas, íamos mesmo sem grana pra comprar, kkk. Tinha um gordão lá que muita gente tinha medo dele, inclusive nós, cara que saudade desse tempo...
  5. Comecei a frequentar a Vinil em 97 qdo fui estudar no colégio especial...foi na vinil q comprei meu primeiro skate e até hj ainda apareço por lá. Depois da aula era de lei passar na vinil pra olhar as camisas, os shapes e comprar uma argola trabalhada... tempo bom
  6. affe gente, pode até ter fundado junto, mas a gente só lembra de quem fez a história, nesse caso é o Miranda.... eu mesmo sou cliente desde 90 e nunca ouvi falar nesse outro fundador. É de quem faz a história que a matéria fala.

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