Grupos ocupam Centro do Recife com rolés noturnos de patins

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Paulo, Bela, Márcio, Luca… E mais um monte de gente que forma o grupo APS Inline Os Afetados se reúnem toda quarta-feira no Marco Zero, no Bairro do Recife, para ocupar parte do Centro da Cidade sob rodinhas. Os passeios de patins vão além da atividade esportiva.

Chamam a atenção para a falta de espaços destinados à modalidade e também para a ocupação de um lugar que ferve durante o dia, mas é um território marcado pelo abando à noite.

O rolé das quartas é para iniciantes. Passa pela Ponte Maurício de Nassau, cruza a Rua do Imperador, segue para o Centrão pela Av. Dantas Barreto e termina na Av. Conde da Boa Vista. O roteiro, sobretudo para quem ainda está aprendendo, é criado sempre tentando desviar das buraqueiras da cidade – uma missão bem difícil quando se fala do Recife.

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Mais grupos

Além dessa turma de iniciante, rolam passeios de veteranos e aulões. Nas segundas, por exemplo, tem o Segunda Sem Lei, para os veteranos, com mais velocidade, saindo também do Marco Zero. Nos sábados, os aulões são na UFPE, às 14h30 (com rolé na sequência), e nas quintas, no Parque da Macaxeira, às 19h30. Na Macaxeira, o pessoal ocupa o espaço de uma “quadra”, já que no Recife não existe local adequado para patins.

Quem se interessar pode solicitar participação no grupo de Facebook para acompanhar esses e outros eventos: APS Inline Os Afetados.

“O ideal seria um espaço coberto, porque, quando chove, não tem condições de patinar”, explica Paulo Lima, 39 anos, organizador do APS. Apesar de ser permitido andar de patins na ciclofaixa nos domingos e feriados, a turma ainda ouve brincadeirinhas de alguns ciclistas e skatistas. “Queremos nos associar a mais grupos do Recife para conquistar cada vez mais espaço.”

Os encontros são, antes de mais nada, um ato de ocupação das ruas. Os patinadores de asfalto também promovem grandes eventos, igualmente com o objetivo de chamar a atenção para a falta de olhar para o patins, a falta de circuitos e de incentivos.

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História

Paulo começou a andar há três anos porque a filha se queixava que tinha um patins, mas não tinha com quem andar. “Aí eu fui lá, meti a cara, comprei um patins e disse ‘vou tentar’. Fiquei aos trancos e barrancos aprendendo, fui conhecendo o pessoal e aprendendo com ajuda de muita gente. Quando peguei mais experiência, comecei a ver que muitas pessoas não patinava porque tinham medo e não tinham ninguém incentivando”, conta Paulo, sobre como surgiu o grupo APS Inline.

Hoje em dia o filho e a esposa de Paulo também praticam a modalidade. “Meu filho, que já andava de skate, até brincava dizendo que patins era coisa de menina. Hoje em dia ele patina mais do que eu”, ri Paulo, que trabalha nos Correios e já conquistou alguns adeptos por lá também.

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