Arte aborígene australiana ocupa a Caixa Cultural Recife

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Visitante observa obras dos artistas aborígenes de Balgo Hills (Foto: Emmanuelle Bernard)

Pela primeira vez no Brasil, a arte aborígene australiana chega com uma exposição que destaca seu vigor, diversidade e originalidade como nunca antes vista. Depois de passar por algumas importantes cidades do País, O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália chega à capital pernambucana e ocupa a Caixa Cultural Recife, a partir desta quarta (13). A visitação do público em geral começa na quinta (14).

A mostra – que ficará em cartaz até o dia 5 de agosto – reúne mais de 40 obras e tem curadoria compartilhada entre o brasileiro Clay D’Paula e os australianos Adrian Newstead e Djon Mundine. A exposição já passou por São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).

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“O Sonhar das Mulheres ” (1991), de Lily Nungarayi Hargraves (Foto: Reprodução)

Compõem a mostra nomes como Emily Kame Kngwarray (mulher, negra, que começou a pintar aos 79 anos de idade), Rover Thomas, Tommy Watson e Emily Kame Kngwarray, que já tiveram trabalhos expostos no MoMA e Metropolitan (NY), em bienais como a de Veneza, São Paulo e Sidney, entre outros eventos internacionais, como o Documenta, em Kasse (Alemanha), e Art Basel (Miami, Basel e Hong Kong).

“Essa coleção é um presente à população brasileira. Em um acervo de mais de três mil obras, selecionamos aquelas mais significativas. Muitas já foram publicadas em inúmeros catálogos de arte, citadas em teses de doutorado e exibidas em várias instituições de prestígio na Austrália, Europa e América do Norte”, conta Clay D’Paula.

O que apresenta a exposição

O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália abrange um período de 45 anos de produção artística, com obras que datam dos anos 1970 (início da comercialização da arte aborígene contemporânea) até os dias de hoje.

Essa produção contemporânea é o foco da mostra que apresenta obras em sua diversidade de linguagens e modos de criação em técnicas variadas, como pinturas, esculturas, litografia e bark paintings.

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“Sem Título” (2014), de Tommy Watson

Algumas dessas obras se encontram na Coo-ee Art Gallery, mais antiga e respeitada galeria em arte aborígene da Oceania. Também compõem a mostra peças de coleções particulares e de instituições governamentais.

Recontar histórias atemporais com o intuito de mantê-las vivas é o verdadeiro significado de pintar os “sonhos”, como chama a exposição. Um legado de sobrevivência de uma cultura, de um povo, e de como ele pode continuar a se perpetuar na História, manifestado através da arte.

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“Solo Argilosos, Estrada de Canning” (1985), de Rover Thomas.

Bark paintings

Um capítulo à parte são as bark paitings. Com mais de 40 mil anos de prática, são um tipo de pintura sobre entrecasca de eucalipto, típica do norte tropical da Austrália, região conhecida como Arnhem Land (A Terra de Arnhem). Antes, um artefato usado em cerimônias e em decoração, hoje se encontra em museus renomados ao redor do mundo.

Exposição O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália
13 de junho a 5 de agosto
📅 Abertura: quarta (13), às 19h
📍 Caixa Cultural Recife |Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
⏰ Visitações: Terça a sábado, das 10h às 20h / domingo, das 10h às 17h
💵 Entrada gratuita



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