Milhares marcharam contra a proposta de proibição do partido de extrema direita portuguesa

Milhares de pessoas saíram às ruas de Lisboa no domingo para exigir a proibição do partido de extrema direita anti-imigração Seka.

Os slogans nas placas eram “Vergonha”, “Vamos nos opor ao fim” e “Pela liberdade de expressão, contra a corrupção”.

“Estou aqui por todos os portugueses, mas não me atrevo a partilhar a mesma raiva”, disse o taxista João Silva à AFP.

Em resposta ao apelo (suficiente) de Seka, houve forte segurança na marcha que atraiu manifestantes de todo o país.

A ex-candidata presidencial Ana Gomez, uma socialista, está liderando um pedido de proibição da Sega, indo a tribunal em fevereiro. Foi aberto um inquérito às finanças do partido.

O ativista anticorrupção acusou a Sega de ter visões racistas que violavam a constituição de Portugal.

Na manifestação, o líder do partido André Ventura disse: “Só o povo pode proibir o partido, e mais ninguém”.

Os manifestantes gritavam o nome de Ventura enquanto as forças de segurança lutavam para fazer cumprir as diretrizes de distância social contra a disseminação do COVID-19.

Seka entrou no parlamento pela primeira vez desde as eleições legislativas do ano passado, ganhando 1,3% dos votos.

Ventura, um aliado do francês Marine Le Pen e do italiano Matteo Salvini, apresentou a ideia de um isolamento anti-governo especial para as minorias portuguesas ciganas.

Na eleição presidencial de janeiro, Ventura recebeu quase 12% dos votos, 13% atrás de Gomez.

“Tentar banir um partido que ganhou meio milhão de votos é inacreditável”, disse um ativista da Sega na manifestação. “É como se os eleitores não fossem importantes”, ele exigiu do nome.

Um protesto contra a extrema direita atraiu várias dezenas de pessoas em outro distrito de Lisboa.

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