Rouge Creperia: 10 anos servindo música na Praça de Casa Forte

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Foto: Rouge Creperia/Divulgação

Quando se fala em crepe no bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, a Rouge já virou uma marca registrada. Desde 2007, quando foi inaugurada, a creperia ganhou um público cativo. Com o passar dos anos, um outro diferencial chamou a atenção para o estabelecimento: o seu cardápio musical.

Somente de 2015 pra cá, a Rouge, que esse ano completa uma década de atividades, foi palco de 500 apresentações. Do blues à MPB, passando pelo jazz, tango e toda a diversidade da música pernambucana, a creperia se tornou um reduto da música ao vivo em formato intimista. A atmosfera é semelhante a das casas noturnas europeias e americanas, com direito à cortina vermelha, acústica e estrutura de som pra nenhuma banda botar defeito.

Foto: Rouge Creperia/Divulgação

Nomes como Paulo Diniz, Biafra, Flávio Venturini do Clube na Esquina, Roberto Menescal, a dupla Kleiton e Kleidi, Leo Ganldeman, Dani Black e Leandro Leo já passaram pelo palco da Rouge. Entre os pernambucanos, a casa recebeu Vinicius Sarmento, Bonsucesso Samba Clube, Juliano Holanda, Zé Manoel, Dunas do Barato,  Igor de Carvalho, Isaar, entre outros.

“Lotamos o salão com 300 pessoas aqui numa única noite, na prévia do Coquetel Molotov, em que Fred Zero, da Mundo Livre S/A abriu para o norueguês Sondre Lerche”, lembra o proprietário, Alexandre Ramos.

“Uma coisa leva à outra. O jantar leva a descobrir que aqui tem música e vice-versa. É assim que a gente vai fazendo as coisas. Sou meio inquieto com essas coisa da música, fico com vontade de servir a música, fazer com que ela aconteça mesmo, sabe?”, conta o empresário.

Alexandre (à esquerda) ao lado do norueguês Sondre Lerche e de Fred Zero Quatro em noite memorável. (Foto: divulgação)

Durante dez anos à frente da programação musical do Teatro da UFPE, além de realizar o festival Domingo no Campus, no lago da UFPE,  Alexandre carrega na bagagem uma experiência com produção musical que se reflete diretamente na estrutura do Rouge, onde também é operador e técnico de som.

“Sou eu que passo o som das bandas todas. Consigo entender as frequências da casa, então o som acaba ficando muito bom, as pessoas sempre elogiam. Sou o boy do som, o boy do microfone, faço a feira daqui, sou DJ das festas também.”

A dupla Kleiton & Kledi ao lado do pernambucano Jam da Silva no palco do Rouge (foto: divulgação)

Agenda lotada

Após dez anos de atividade, a agenda do Rouge continua de vento em popa. “Todo dia a gente recebe pedido de show, inclusive de gente de fora. Procuramos sempre atender e conciliar com as outras coisas da casa”, conta o proprietário, que confessa ter diminuído o ritmo no último ano.

“Havia uma ansiedade no começo de querer fazer shows todos os dias da semana. Hoje eu ando um pouco mais cansado pra aguentar essa sequência de  shows e, por isso, procuro trabalhar mais na pauta de sexta e sábado. Quando alguém pede, eu abro uma exceção”, explica.

Uma das exceções foi a banda, de Goiânia, Boogarins, que tocou numa segunda-feira. “Era o único dia que eu tinha livre na casa, em novembro, e eles aceitaram. A gente só tinha 24 horas pra divulgar o show e foi um sucesso. Me alegrou muito fazer com eles, uma banda que tá bombando aí pelo mundo.”

Apresentação da cantora Ana Muller no Rouge (Foto: divulgação)

Segundo o empresário, a proposta da casa é bem eclética. “Sou totalmente aberto e procuro ser imparcial. Procuro trazer o que eu acho legal, mas também o que as pessoas gostam de ouvir. “

Além da pauta de shows, a Rouge também abriu a agenda para eventos particulares, aniversários, casamentos, festas de faculdade. “Temos essa dinâmica de ter dois espaços. Enquanto num deles tá rolando um aniversário, que é algo mais privado, no outro tá rolando um show.”

Alexandre Ramos ao lado de Paulo Diniz (Foto: divulgação)

Diferencial e resistência

Para Alexandre Ramos, estar localizado na Praça de Casa Forte faz toda a diferença. “Toda vez que eu vou fazer esses eventos, fico imaginando como é engraçado, essa Praça aqui que tem uma história de resistência, de luta lá atrás. Ninguém talvez nunca imaginasse que ia estar recebendo esse pessoal pra tocar aqui, numa casa da Praça.”

 “Porque a Rouge nada mais é do que uma casa, onde já moraram amigas minhas que hoje tem por volta de 55 anos, elas moraram aqui quando eram criança. São da família dos Costa Lima, que é a família que tem algumas casas aqui na Praça. Tem a questão da segurança também. Estamos aqui há dez anos e nunca tivemos problema. Isso, diga-se, numa cidade e num país tão violentos. Sem dúvida, isso tem a ver com a Praça de Casa Forte.”



comment 7 comentários

  1. Como serão dispostas as cadeiras e/ou mesas no show de Tetê Espíndola?! Tento ligar desde cedo e só ocupado. Preocupado com isso. Alguém pode tirar essa dúvida?

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