Moradores do Poço da Panela começam a recuperar terreno abandonado

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Por Raynaia Uchôa, jornalista e moradora do Poço da Panela

Realizada pela Associação dos Amigos e Moradores do Poço da Panela – AMAPP com apoio do INCIT/UFPE – Pesquisa e Inovações para as Cidades, a ação Descobrindo o Jardim Secreto,  que visa a reutilização de um terreno abandonado às margens do rio Capibaribe, no Poço da Panela, segue unindo forças, pensando juntos e construindo ações para colocar a mão na massa.

O próximo passo, que já está em andamento, é a elaboração da proposta do desenho da área junto com o plano de recuperação ambiental.

“Em breve vamos convocar uma reunião geral para apresentar o desenho onde todos possam opinar sobre ele. Concluindo esta etapa, vamos correr atrás dos recursos humanos, financeiros e institucionais”, conta presidente da associação Antonio Pinheiro.

Jardim Secreto fica no fim da Rua Marquês de Tamandaré, às margens do Rio Capibaribe, no Poço/Foto: Raynaia Uchôa

Primeiro encontro

No último sábado (27), o tempo chuvoso não impediu que pessoas de diferentes idades e bairros do Recife se encontrassem para discutir e sonhar juntos sobre a utilização do espaço. Muita gente chegou a pé e de bicicleta, famílias trouxeram seus filhos, mães, avós e até um cachorro participou da reunião.

A ação incluiu momento de contemplação e exploração do terreno para identificação da fauna e flora existentes. Também foram identificadas as necessidades de ações que transformem aquela área pública em um local propício para convivência.

Moradores exploraram a área no encontro do último sábado (27)/Foto: Raynaia Uchôa

Na ocasião, a arquiteta e urbanista Ana Raquel Meneses, representando o INCITI/UFPE, apresentou por meio de um painel explicativo o projeto Parque Capibaribe, que pretende transformar o Recife em uma cidade-parque ao longo do rio desde o bairro da Várzea até o centro da cidade. A ideia é trabalhar através de cinco ações – chegar, percorrer, atravessar, abraçar e ativar – o plano urbanístico, a recuperação ambiental das áreas situada às margens do rio e a relação do indivíduo com o espaço, a natureza e o outro.

O projeto do Parque Capibaribe pretende criar travessias para pedestre, bicicleta e também incentivar as travessias de barco, como já existe no local denominado Jardim Secreto. “Entendemos que é necessário conectar o outro lado do rio, conectar as margens. Mas no caso daqui, a ideia é melhorar a situação de infraestrutura do barqueiro para que esse transporte seja mais utilizado e se mantenha por mais tempo”, destaca Ana Raquel.

Pessoas de várias idades seguem unindo forças/Foto: Raynaia Uchôa

O evento prosseguiu com o Círculo dos Sonhos, uma dinâmica que faz parte da metodologia Dragon Dreaming para gestão de projetos colaborativos, que tem como princípios o desenvolvimento individual, o fortalecimento do senso de comunidade e o cuidado com o nosso planeta. Com a orientação de Felipe Rocha, cada pessoa pôde escrever sem limitações o seu desejo para aquela área e o que achava que o projeto precisava ter para que ela se sentisse 100% parte dele.

“Para mim é sempre especial perceber a existência do inconsciente coletivo, um conceito pouco conhecido. Mesmo com pessoas tão diferentes ali no Jardim, se você ler o que foi escrito no flipchart, vai perceber que os sonhos convergem, possuem uma ou duas ideias principais, geradoras, e isso tudo sem ter sido combinado. É uma conexão muito especial que nos aproxima mais do que podemos imaginar”, aponta Felipe.

Moradores depositaram seus desejos para a área no Círculo dos Sonhos/Foto: Raynaia Uchôa

O encerramento foi feito com um lanche coletivo e a apresentação de cada participante. Houve surpresa de alguns moradores ao constatarem que moram no mesmo condomínio, mas não haviam tido a oportunidade de se conhecerem antes.

Se você quiser saber mais sobre o projeto ou participar dessa iniciativa, manda um e-mail para contato.amapp@gmail.com ou mensagem através da página da AMAPP no facebook.



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