Memória gastroafetiva de Casa Forte, Come-Come inovou e fez história

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Por Gabriela Belém

Não é exagero dizer que a Come-come faz parte do patrimônio imaterial e gastronômico de Casa Forte – e da cidade. A hamburgueria, inegavelmente, fez história como uma das primeiras a bombar no Recife, num longínquo tempo em que nem as redes de fast food McDonald's e Burguer King sonhavam, sequer, em aterrizar nas terras pernambucanas. 

Um empreendimento, cujos conceito, marca e menu, foram criados do zero. E chegou a produzir 60 mil hambúrgueres mensalmente, além de usar três toneladas de sorvete, também por mês, para a elaboração dos seus deliciosos milk shakes!   Você lembra como eles eram sen-sa-cio-nais?

(foto: Colaboração Fenelon Moreira/ex-proprietário)

O inesquecível Come-milho (com aquele molho suculento de maionese e milho em conserva), criado pelo empresário Fenelon Moreira, se tornou uma herança da comida em "Strong House". O sanduba vive, ainda, na memória gulosa-afetiva de muitos que tiveram a sorte de experimentá-lo das décadas de 80 e 90 até 2013, quando o negócio fechou as portas.

Tudo começou em julho de 1985, num trailer estacionado na galeria Parnamirim, na Av. 17 de agosto, onde hoje funciona a livraria Módulo.

"Começamos eu e a minha esposa, Renata Mota, e o meu cunhado, Cláudio Mota. Passei 12 anos com o negócio. Em 1998 eu saí e Cláudio continuou", conta Fenelon. 

A marca, criada na era pré-histórica dos não comedores de hambúrguer em Recife, inovou a partir do menu. Totalmente inspirada e reinventada com base nas hamburguerias da moda em Sampa, algumas tradicionais até hoje. 

"A marca surgiu porque íamos muito a São Paulo. E numa dessas viagens, vimos como funcionavam as lanchonetes já antigas por lá. Algumas existem ainda, como o Chico Burguer, a Joaquim's, o Ponto Chic. Eu gostava de frequentar esses locais e trouxe a ideia pra cá", diz Moreira.

(foto: Colaboração Fenelon Moreira/ex-proprietário)

Nos anos 80, Fenelon estudava agronomia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). "Era uma época muito difícil de crise econômica, de falta de emprego, não havia muitas profissões nas quais você pudesse se enquadrar. O meu cunhado era engenheiro. Ele investiu o dinheiro, compramos o trailer e tudo começou a funcionar. Daí fomos embora", lembra.

Depois, com o crescimento do negócio, passaram para um novo terreno (justamente ao lado da Livraria Módulo). Aí, sim, construíram uma lanchonete, com uma linha de produção, os hambúrgueres próprios, aquela maionese de dar água na boca, os milk shakes etc. 

Na sequência, criaram mais uma unidade na esquina da Rua Santos Dumont com a Rua do Futuro, nas Graças. A Come-come chegou até a ter uma loja no Shopping Guararapes, em Jaboatão.

"Tudo o que você faz com o coração, se envolve, com gosto, dedicação e vontade, dá certo. Tem de gostar do que se faz. Eu ficava muito presente na loja e fiz muitas amizades até hoje. Vi as gerações crescendo, passando", revive Fenelon. 

E a gente vai junto nessa memória saborosíssima. Porque quem comeu jamais esquecerá. Por sinal, qual era o seu pedido preferido na Come-come? Compartilha com a gente! 

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comment 5 comentários

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