Instrutores e atletas se juntam para manter quadras de tênis organizadas

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Foto: Geraldo Lélis/PorAqui

Quem passa pelas quadras de tênis na orla de Boa Viagem e vê toda aquela movimentação de alunos e professores por ali às vezes pensa que é difícil entrar e praticar um pouco daquela modalidade. No entanto, não é tão difícil assim. O acesso às quadras é gratuito, bastando apenas agendar o horário.

Pelo regulamento, duas pessoas têm direito a jogar meia-hora, mas se houver de três a quatro pessoas, o tempo já aumenta para uma hora e sobe para uma hora e meia se tiver acima de quatro pessoas no grupo.

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“Várias pessoas passam aqui e perguntam se tem que pagar pela quadra. As quadras são públicas, joga quem quiser. Se a quadra estiver vazia pode entrar e jogar, se já estiver com gente, é só dar o nome a Edvaldo, que é o rapaz que organiza a fila”, explica Célio Rosa, que atua como instrutor na área.

“Eu mesmo já dei muitas aulas a muita gente da comunidade. Alguns meninos que eu sei que estão na vida errada me pedem para jogar comigo, e eu jogo. Pelo menos eu tento com isso colocar alguma coisa na cabeça deles”, relata.

Quem não sabe jogar e quer pegar umas aulas é só passar no Quiosque 5, em frente às quadras, e procurar qualquer um dos instrutores que estiverem por lá. Se não tiver nenhum, o pessoal da barraca passa o número.

“Eu trabalho aqui há mais de 15 anos. Comecei pegando bola, depois trabalhando de batedor, ajudando os instrutores, e agora sou instrutor”, conta Célio (à esquerda).

São cerca de 10 professores que trabalham na área. O preço médio cobrado por eles é R$ 200 por mês para duas aulas de 30 minutos por semana. Rodrigo Soares trabalha nas quadras também há mais de uma década. “É fácil de achar a gente. Como eu estou há muito tempo por aqui, sempre tem algum ex-aluno que indica e tem também o quiosque, que passa o telefone da gente”, afirma.

No entanto, há reclamações da parte de quem usa as quadras. Apesar da requalificação ter ocorrido há dois anos, já há degradação das ferragens, que estão enferrujando. Outro ponto reclamado é a falta de vigilância na área. “Era para ter um guarda municipal aqui para vigiar as quadras. Os instrutores fizeram uma vaquinha junto com os atletas aqui e compraram redes no fim do ano. No dia 1º de janeiro, a rede já não estava mais aqui”, se queixa Célio.

“Essas quadras não estão em uma situação pior porque a gente cuida. A gente compra rede, bola e não deixa as pessoas depredarem. De vez em quando aparece alguém para jogar futebol aqui. A gente pede para sair. Bota para fora mesmo”, reforça Rodrigo.



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