Crônica: Um lugar chamado Várzea

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(Foto: Natália Dantas/PorAqui)

Nesta segunda (13), o PorAqui traz uma crônica do estudante Deivison Gomes. Morador da  Várzea, Deivison conta como vê o bairro em que vive. 🙂 Confira:

Recife tem lugares onde a alegria mora, tem bairros em que o prazer e o bem-estar deram uma pausa na caminhada e decidiram estabelecer residência.

Entre tantos lugares bacanas e atraentes, lá está o bairro da Várzea, na Zona Oeste da cidade. Se um desorientado estiver interessado em conhecer um bom lugar para curtir uma boa conversa com sábios de diferentes idades ou fechar os olhos para embalar a alegria ao ouvir músicas de todos gêneros, a dica certeira é o bairro da Várzea.

Aqui tem desde a alegria dos pequeninos na praça do bairro e a velha jogatina dos amigos idosos em mais uma partidinha de dominó, até o exercício físico da geração saúde. Tem também o despertar do amor pela mocidade que usa a praça para se enveredar no romance, em meio aos animais preguiçosos deitados em todo lugar e balançando a cauda para aqueles que os acariciam.

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A Várzea tem as padarias mais elegantes e os pães mais caros que este que vos escreve já viu, além das melhores barracas de frango assado com fumaça que o Recife pode oferecer. E tem, também, uma preguiça evidente de quem mora nas imediações da Avenida Afonso Olindense e quer minimizar a canseira que dá ir até o comércio e voltar e, por isso, faz a velha bicicleta sofrer ao carregar a carga dos corpos.

O bairro tem o estudo da música na escola de artes cujo nome é o do músico João Pernambuco. E é a escolha para se instalar dos estudantes universitários que querem contribuir para o sucesso ou o declínio do Brasil.

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E quando chega o fim de semana, e com ele o convite da noite, os comerciantes abrem as portas dos seus bares, pizzarias e sorveterias, atraindo casais, famílias, amigos e contadores de histórias, formando uma orquestra animada e barulhenta.

Nesse lugarzinho bom, o visitante é considerado mais um para somar ao bem-estar. Várzea que supre as carências dos entediados, Várzea que exala boemia, Várzea que abriga os pensadores, os inquietos e a sabedoria dos que já não conversam com o racional.

E você, como vê a Várzea? Conta pra gente no e-mail varzea@poraqui.news ou deixa um comentário! 😉



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