Um pouco de autoajuda porque nem só de Recife vive o recifense

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Foto: Diego Gárcez/Colaboração

O amontoado de comportamentos instantâneos, alguns corriqueiros, outros que assustam o próprio autor da ação, dão significado ao que costumeiramente chamamos de rotina. O agrupamento sequencial de nossas rotinas acaba por desempenhar a função de tornar menos abstrata a nossa vida.

A rotina tem lá esse papel ingrato de carimbadora de páginas da nossa existência, como um tabelião que valida documentalmente nossa presença na Terra.

Sem rotina, o mundo fica mais nebuloso do que já é. Nossa necessidade de dar nomes às coisas e pontuar em formato de horas fenômenos intimamente transformadores, como o nascer ou o pôr do sol, iriam por água abaixo sem a presença manipuladora dos desejos biológicos. Então parece que ela tem o seu quê de espinha dorsal para nossa saúde mental.

La Belle de Jour, a moça bonita da praia de Boa Viagem, fez a escolha errada

Sendo assim, cuide dela, pois é a melhor forma de cuidar da sua passagem pelas bandas de cá. Insira momentos de distensionamento, de serenidade e também de rebeldia em seu dia a dia, mas principalmente permita-se errar. E quando isso ocorrer, dê risada de si mesmo, de preferência gargalhe alto e sem pudor porque esse é um troféu que leva nome de aprendizado.

Lembre-se da máxima darwiniana, quem sobrevive não é o mais forte e, sim, o que melhor se adapta. Adaptação pressupõe obrigatoriamente aprendizado. Então, ao errar você está vencendo, por mais contraditório que possa parecer. Entendeu melhor porque a risada logo após o erro é mandatória? É, amigo… A vida tem dessas contradições enigmáticas. Quer contradição maior do que detestarmos rotinas, mas no fundo gostarmos delas?

Para fechar a nossa conversa fiada de hoje nesse calor “dus infernu” que faz PorAqui e já que o bate-papo ramificou para uma espécie de reflexão “autoajudiana”, não me pergunte o porquê, mas nem só de Recife vive o recifense. Vão aí duas dicas baseadas em ciência para você inserir em sua rotina daqui pra frente: pesquisas comprovam que gratidão torna as pessoas mais felizes.

Então agradeça! Escreva para algumas pessoas que foram relevantes em sua vida deixando claro o quanto elas fizeram a diferença para você ser o que é hoje. De preferência combine de tomar um café e fale isso olhando nos olhos delas.

A outra dica é: ao término de cada dia liste três coisas que foram boas, por pior que tenha sido, coisas boas sempre existirão e esse exercício lhe mostrará justamente isso. Essas duas ações o farão mais feliz e pleno, com a garantia da sempre amiga ciência, porque esse seu companheiro aqui só lhe garante uma boa conversa jogada fora todos os domingos.

Diego Garcez é sobretudo poeta, mas encontrou na crônica uma forma de diálogo mais palatável para o mundo das pernas aceleradas. É formado em relações internacionais, empreendedor e entusiasta do Porto Digital, corredor nas horas vagas e pai em tempo absolutamente integral.



comment 2 comentários

  1. Sabe aquele texto que você lerá várias vezes sem cansar? É esse! Parabéns para o autor e ao Por Aqui por compartilhar textos de qualidade!

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