Maresia: inimiga número um de quem mora em Setúbal

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A Apac – Agência Pernambucana de Águas e Clima – já havia antecipado: o mês de setembro ia ser marcado pelo vento, assim como agosto já tem essa característica. Entramos em outubro, e, apesar do sol já ter se estabelecido na maioria dos dias, o vento corre em paralelo. Andar no calçadão de Setúbal e sentir aquele ventinho no rosto costuma ser uma sensação gostosa. Mas pros moradores da avenida beira-mar e das ruas próximas, esse vento todo acaba trazendo pouco mais de dor de cabeça: a ferrugem.

O professor de química, Gilton Lira, explica: a ferrugem se dá quando uma peça de ferro entra em contato com oxigênio e com água. Para quem mora próximo à praia, esse efeito acontece por conta da maresia. Nesses locais, os equipamentos eletroeletrônicos acabam se oxidando mais rápido, porque o vento traz partículas do mar, que possuem sais e que ajudam a acelerar o processo de corrosão. É a química na nossa vida prática.

Até o motor do carro!

O PorAqui foi ouvir algumas moradoras da Avenida Boa Viagem. Sem exceção, todas afirmam sofrer com a ação da maresia em casa. A advogada Gabriela Angeiras se assustou quando percebeu há poucos dias ferrugem dentro do motor do carro. Ela nunca tinha parado pra observar. “O resultado é que a frequência entre uma revisão e outra vai ficar bem mais curta, pra que depois eu não seja surpreendida por prejuízo maior, porque a ferrugem tomou conta de meu carro”. Se na garagem o efeito esta assim, dentro de casa não é diferente.

Gabriela diz que está o tempo inteiro atenta aos efeitos da maresia. No quarto dos filhos, qualquer peça revestida de ferro já aparece logo com pingos de ferrugem, e bastam alguns meses pra ferrugem tomar conta do local, como foi o caso desse porta lápis de lata e dessa miniatura de moto (foto em destaque).

 

O que fazer

Uma forma de tentar diminuir a ação da ferrugem é pintar a peça com uma película de tinta (ou zarcão) ou de outro metal, como estanho, zinco ou crômio. Pra Juliana Endrizzi, também moradora da beira-mar, a luta dentro de casa é diária. “Os botões do som, equipamentos de ginástica em ferro ou barras da cortina já estão todos tomados pela ferrugem. Uso uns produtos anticorrosivos, mas nem sempre protegem tudo. Já estou pensando em mudar de vez o tipo de cortina de minha casa: do ferro, vou passar pra madeira, que vai me dar menos problemas”, conta a dona de casa Juliana.

A  vice-presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Maria Cândida Cappozoli, cansou de ir contra a maresia. Deixou de comprar produtos à base de ferro e tenta manter sempre as janelas que dão pro mar semicerradas pra não entrar tanto vento. E assim, vamos convivendo com ventos demais e maresia de menos.



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