Relix incentiva a reciclagem com ações no Recife Antigo neste domingo (12)

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(Foto: Divulgação)

O “lixo nosso de cada dia” recebe destinos diversos que, provavelmente, não são os mais adequados para se manter o equilíbrio da natureza, onde, nós, humanos, estamos inseridos – mesmo que a gente ainda a maltrate tanto.

Por isso, uma iniciativa vem reunir arte e educação ambiental de forma massiva para conscientizar os recifenses sobre essa questão necessária a todos. Neste domingo (12), o projeto Relix ocupará a Praça do Arsenal e seu entorno, no Bairro do Recife, com uma série de ações que tem como foco incentivar em todos nós boas práticas a respeito do que lixo que produzimos e alertar-nos sobre as consequências danosas vindas das más práticas.

(Foto: Divulgação)

O projeto Relix, idealizado por Lina Rosa Vieira e patrocinado pelo SESI/PE, irá percorrer o estado de Pernambuco com um total de 160 apresentações, em locais públicos, escolas, indústrias, com um série de ações diferentes, todas tendo a consciência ambiental e a cidadania como foco.

“Utilizar a arte como forma de comunicação a grandes públicos é a mais eficiente. Sensibilizar sobre um tema tão importante como a reciclagem é o papel do Relix, mas fazemos isso por meio da educação e da cultura, unindo espetáculos e performances que abordam o tema de forma densa mas ao mesmo tempo artística”, afirma Lina Rosa Vieira.

Praça do Arsenal

Neste domingo (12), a partir das 15h, o Relix inicia suas atividades no Bairro do Recife. Um passeio com as ciclolix (bicicleta coletora projetada para oferecer maior segurança e otimizar o trabalho do catador de lixo) culminará na Praça do Arsenal.

Lá, o Batuquelix, comandando pelo Quebra Baque, de Tarcísio Resende (SaGrama), também chama o público com uma percussão feita em baldes de lixo, só com instrumentos reciclados.

Também estará montada na praça, em um container tipo labirinto, a ExpoliXX, com cerca de 30 fotografias de Hélder Ferrer, resultado de um ensaio biográfico com catadoras de resíduos sólidos que abriram suas casas e seus corações. A partir do dia 17, a exposição segue na cidade, na Torre Malakoff, por um mês.

Batuquelix (Foto: Divulgação)

Ainda na Praça será montado um box para receber o inédito Oceano, uma caixa mágica que propõe um mergulho no misterioso mundo do fundo do mar. Seres marinhos ganham vida a partir da ação de atores-manipuladores, que também interagem como mergulhadores explorando o universo submarino.

O público é convidado a entrar em um grande “aquário”. Bonecos de grande porte passeiam por uma cenografia de forte apelo visual, num contexto que passa a ser afetado pela ação do ser humano.

O espetáculo argentino Sopa de Estrelas também está na programação deste domingo. Inspirado no conto homônimo de Mercedes Pérez Sabbi, Sopa de Estrelas é um espetáculo argentino de objetos, fantoches e atores que fala da vida de crianças que trabalham.

ExpoliXX (Foto: divulgação)

Ele nos conta a história de Blas, catador infantil, e sua experiência no dia da inundação de sua cidade. O mundo de Blas é feito de papelão e objetos reaproveitados do lixo que ele reúne para poder viver, mas também é feito de imaginação, jogos, amizade e solidariedade das pessoas que sempre nos salvam.

Já a performance Nuvens começa na Rua Bom Jesus, segue para o Marco Zero e finaliza no Arsenal, chamando as pessoas para o grande encontro do projeto. Na performance, artistas carregando pequenas nuvens pretas formadas por sacos inflados com gás hélio se encontrarão para formarem uma única e gigantesca nuvem. Uma reflexão sobre a contribuição de cada indivíduo para a situação alarmante que afeta a nossa camada de ozônio.

Um palco montado na Praça do Arsenal recebe o Espetaculix em duas apresentações: às 16h e às 18h30. O espetáculo integra a participação dos atores, bicicletas coletoras, marionetes e sacos de lixo. No enredo, apresentam-se seis personagens principais: Raí Repensalix, Renato Recusalix, Rafael Reduzalix, Raul Reutilizalix, Rita Reciclalix, Ricardo Limpalix e Roberto Catalix. Marionetes também compõem a dramaturgia: Ronaldo Recolix, Rodolfo Bagunçalix, Rubens Sujalix, Rosinha Egoistalix e o Dragão do Lixo, o Gigantelix.

RELIX – A iniciativa multidisciplinar e orgânica, integrada com arte, música, teatro, fotografia, mobilidade, educação ambiental, redes sociais, tecnologia e direitos humanos, circula até fevereiro por todo o Estado para alertar sobre a problemática do lixo.

O Relix se posiciona como um ponto de partida para repensarmos a maneira que lidamos com lixo, não só no âmbito coletivo, mas no comportamento do indivíduo. Cada pessoa, comunidade ou indústria pode e deve ser sensibilizada para se integrar como agente de reestruturação.

Numa referência ao lixo em latim (lix, significado de cinzas), Relix é Recusar, Repensar, Reciclar, Reduzir e Reutilizar o lixo. Ressignificar transformando o conceito de lixo por meio da arte, relíquias. Para provocar mudanças de comportamento que conduzam a resultados mais eficientes e confirmem o estabelecimento da nova e necessária tendência ao lixo zero (ainda distante, mas é preciso começar).

A cada performance cultural, com público formado por estudantes ou trabalhadores da indústria, se constrói uma nova consciência ambiental, na nossa casa, mas também na rua, trabalho, cidade.



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