Pequeno guia de um novo amante do Centro do Recife

Whatsapp Facebook Twitter Linkedin Email
Foto: Marcus Iglesias/colaboração

Eu sempre quis morar no Centro do Recife, mas morria de medo dessa ideia. Achava aqui caótico demais para se viver, o que, talvez, não deixe de ser verdade. A falta de cuidado por parte do poder público e o amor não correspondido que essa região sofre não são pouca coisa. Ainda assim, com a sensibilidade aguçada, é possível enxergar as várias belezas escondidas no calor do centro da manguetown, de Santo Amaro ao Bairro de São José.

Pequeno guia do Centro do Recife em uma tarde e com menos de R$ 50

Para entrar logo no clima da ebulição que a região proporciona, nada melhor que tomar um bom e velho café. É engraçado, porque, mesmo com o calor da moléstia que faz na área central da cidade, essa é uma bebida indispensável pelos recifenses. Tanto que pode ser encontrada em qualquer botequim ou fiteiro de rua.

Há diversas cafeterias que levam o serviço a sério por aqui. Uma delas é a Lumiére, localizada na Rua da União, e que tem sido ponto de encontro da cena audiovisual pernambucana (a dona, segundo dizem, é uma renomada produtora local).

Cafeteria Lumiére leva a sério o amor pelo café (Foto: Marcus Iglesias/colaboração)

Apesar dessa sensação de agito e de caos permanente, o Centro, por incrível que pareça, é também um bom lugar para ser ter uma vida natureba e saudável. Além da diversidade dos restaurantes veganos, dá para comprar verdura, fruta ou tomar suco em cada esquina.

Eu, particularmente, prefiro tomar os feitos na hora, numa barraquinha atrás do Cinema São Luiz, a Tia do Suco, e gosto de ir à feira orgânica que fica no Tribunal de Contas, na Rua da Aurora, dia de segunda-feira, às 13h.

A Rua da Aurora é um dos tesouros a céu aberto que o Centro do Recife guarda (Foto: Marcus Iglesias/colaboração)

Mas a vida boêmia impera na rotina local. Então, é bom estar preparado para se deparar com aquela refeição feita na rua, com muita gordura e cerveja. Os melhores PFs (pratos feitos) daqui são assim.

O meu preferido é o vendido no Recanto da União, também na Rua da União, atrás do Ginásio Pernambucano. Dia de terça-feira, por exemplo, tem filé de bode por R$ 14. E você come debaixo da sombra das figueiras que têm por ali, um charme danado.

Por fim, vale demais a pena andar prestando atenção no caminho, porque as paisagens ao ar livre preenchem praticamente todo o cenário do Centro do Recife. É uma delícia caminhar (de chinelo mesmo, como quem está no seu quintal) e ver lá no fundo aquela imagem cartão-postal do Recife, com as pontes, o Teatro de Santa Isabel, o Rio Capibaribe…

Dá uma sensação nostálgica de pertencimento diferente quando se ocupa de forma humana e responsável a nossa cidade – ainda mais quando se tem uma vista dessa do lado de casa.



comment 6 comentários

  1. Recife só é bonita de longe e por fotografias cheias de efeitos do Photoshop, ao vivo é um lixo histórico e ultrapassado, Recife fede. Só tem mendigos e ladrões e mendigos ladrões.
  2. Recife dos meus encantos, Recife poética, lendária, dos rios, cortada por lindas pontes coloniais, da Aurora de meus encantos, de belos prédios neo clássicos, de um Recife antigo, que não envelhece nunca Amada,invejada,mãe odiada, por olhos que não vêem poesias; és vítima, como tudo que é de Belo nesse país, Recife dos meus encantos
  3. Meu sonho é morar em Recife, mas com o desemprego fica difícil, mas tenho vontade de aventurar é ir .
  4. Como existe pessoas extremamente deselegante. Exemplo disso pode se ver em um comentário ai em cima. Ninguém tá obrigado a elogiar uma cidade. Se vai criticar, que saiba fazer em tom construtivo. Se não é chegado à construção, melhor ficar calada do que escrever merda.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *