Músicas de Sexta: e esse Arcade Fire?

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Antes de falarmos da lista desta semana, resumo rápido para você que chegou aqui desavisado: o Músicas de Sexta é um projeto de playlists temáticas semanais. Toda sexta a gente traz uma nova lista, com músicas encadeadas, costuradas por um tema, conceito, uma ideia, vontade. Quer saber mais sobre? Acessa nosso post inaugural no PorAqui que a gente explica melhor como funciona. 🙂

SEXTA-FEIRA 18.08.17
PLAYLIST 49: E ESSE ARCADE FIRE?

Para a playlist desta semana, a gente tomou, como ponto de partida, os diferentes flertes de artistas contemporâneos com a disco music dos anos 1970. Focamos em quatro músicas do novo disco do Arcade Fire e construímos uma narrativa em torno delas: não resistimos e convocamos o ABBA para abrir os trabalhos, trouxemos Coffe and Cola do africano Francis Bebey, lá de 1978, que foi sampleada na música Everything Now, e juntamos uma do Blondie, direto de 2017, para compor com Blood Orange, Vitalic, Rapture e Cut Copy.

Tudo isso para lançar uma pergunta: e esse Arcade Fire? Ou ainda: como atender as expectativas de um público fiel e com forte senso de comunidade?

Arcade Fire

O Arcade Fire lançou no começo deste semestre o seu quinto álbum, Everything Now, cercado por expectativas e tensões: se em Reflektor, o trabalho anterior, a banda sinalizava uma guinada que os afastava do ruído e da apoteose barroca que forjou sua identidade, a notícia de que Thomas Bangalter, do Daft Punk, estava entre a lista de produtores de Everything Now tensionou ainda mais os seguidores da banda canadense: será que um dos baluartes da música alternativa contemporânea iria perder a mão nesse flerte descarado com uma estética mais pop?

A verdade é que o #DecadenteArcadeFire não está mais nos dando aquela coisa de que nós gostávamos naquela época em que éramos todos um pouco mais jovens e mais esperançosos. Triste!. As aspas, com peso de tweet lacrador, são na verdade uma provocação da própria banda, que lançou uma série de notícias falsas como estratégia de marketing para o lançamento de Everything Now.

Daí eles lançam Everything Now, a música, e de imediato a confirmação: disco music dos anos 1970, remetendo diretamente ao ABBA e com uma referência de uma música africana soterrada nos contrapontos: não há como negar, estamos diante do trabalho mais “acessível” dos canadenses, o que, paradoxalmente, torna o caminho entre as composições de Everything Now, o álbum, mais tortuoso para os que antes eram “jovens e esperançosos”.

Se já sabíamos como andar e o que esperar do AF, é preciso desaprender esses caminhos para cruzar a obra do começo ao fim – sem muitas garantias de que terá valido a pena, Good God Damn.

Polêmicas à parte, cliquemos aqui e fiquemos, pelo Spotify, com as músicas do Everything Now que melhor vibram na gente por aqui.

Para ouvir no Youtube:



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