Filme ‘Aurora 1964’ tem exibição hoje (11) no Cinema São Luiz

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Os fundos de dois prédios na Rua da Aurora, no Centro do Recife, há mais de 40 anos, serviram de cenário para a tortura de militantes políticos – muitos deles perderam a vida – durante o período sombrio da ditadura militar no Brasil. Lá ficavam as dependências do Dops – Departamento de Ordem Política e Social, em Pernambuco.

Muito dessa história, que ficou encoberta ao longo das décadas, vem à tona no documentário Aurora 1964, do cientista político e fotógrafo italiano Diego Di Niglio, que tem exibição especial nesta segunda (11), no Cinema São Luiz, Bairro da Boa Vista. A sessão será às 19h e o acesso é gratuito.

Aurora 1964 é o primeiro trabalho audiovisual de Di Niglio e revolve um terreno ainda muito nebuloso: o submundo de torturas e assassinatos que aconteceram em Pernambuco durante a vigência dos governos militares no Brasil (1964-1985).

Esta é a primeira produção audiovisual do italiano Diego Di Niglio (Foto: Costa Neto)

No filme, que, inicialmente, seria um projeto fotográfico, estão as histórias de personagens que viveram esses momentos e a daqueles que não mais se encontram aqui, que perderam a vida. Um registro de memórias pessoais que a história oficial não contou.

A abertura do acervo do Dops-PE – disponíveis no Arquivo Público Estadual – e as gravações das sessões da Comissão da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara possibilitaram a Di Niglio acesso a farto material para a produção do documentário.

Nomes como Jomard Muniz de Britto, Anacleto Julião, Cícero Anastásio da Silva, Jacyra Bezerra, Jarbas Araújo, maestro Geraldo Menucci, Nadja Brayner, Marcelo Santa Cruz, Maria de Lourdes da Silva, Zito da Galileia abriram seu coração e suas lembranças para o documentário.

Entre os personagens mortos ou desaparecidos durante o regime que são comentados em Aurora 1964 está o recifense Fernando Santa Cruz, que, até hoje, tem destino desconhecido, após desaparecer no Rio de Janeiro, com sua prisão pelos militares.

Outros dois personagens vítimas fatais do regime são o estudante alagoano Odijas Carvalho, falecido em 1971, no Hospital da Polícia Militar de Pernambuco, após ser vítima de tortura no Dops-PE, e da costureira potiguar Anatália Alves de Melo, encontrada enforcada no banheiro do mesmo Dops-PE.

A trilha sonora do documentário é pontuada pelo grupo Ave Sangria.

SERVIÇO
Exibição de Aurora 1964
Segunda (11), às 19h
Cinema São Luiz | Rua da Aurora, 175 – Boa Vista
Acesso gratuito

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