Comunidade do Pilar respira arte e cultura neste fim de semana

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Lais Domingues

(Re)conhecer o lugar em que se vive e se reconhecer nele. Legitimar o morador, suas vivências e as potencialidades da sua comunidade. Tudo isso, através de uma troca de experiências em arte, cultura e educação.

É isso que vai viver a comunidade do Pilar, no Bairro do Recife, nos próximos três dias. A Residência Pilar será uma ação que vai conectar quem vive lá com sua própria história, com o tanto de força e vitalidade que ali se respira, sem, às vezes, nem se dar conta.

De sexta (11) a domingo (12), uma série de atividades serão promovidas na comunidade. Oficinas de circo, teatro, audiovisual, artes visuais e contação de estórias, sessões de cineclube, mostra de pesquisa sobre a história do Pilar serão oferecidas à comunidade.

“Será uma ação de troca de cultura de moradores para os próprios moradores, com a contribuição também de artistas, educadores e pesquisadores de outros bairros, pessoas que vêm somar”, diz Ayla de Oliveira, que reside no Pilar e é uma das cabeças que está puxando o movimento.

(Foto: Lais Domingues)

Fincada no Bairro do Recife, a comunidade do Pilar é uma ocupação que data dos anos 1970. Atualmente, cerca de 450 famílias vivem lá, mas se veem negligenciadas pelos olhos do restante da cidade.

“O Pilar é circunstancialmente esquecido e devorado pela cidade e pelo próprio Recife Antigo”, ressalta Ayla. No entanto, ela acredita que a arte e a educação são alicerces fundamentais de empoderamento e transformação de vidas.

Os moradores Cleiton Orman e Michel  Gomes são alguns dos oficineiros que vão envolver os participantes. Artistas moradores que vão contribuir com a Residência Pilar.

E é despertar nos moradores esse olhar sobre si mesmos, fomentar sua autoestima, num movimento coletivo, que pode tornar a comunidade mais forte e ativa sob outras perspectivas.

“Semear essa troca com outros moradores que não tem acesso é muito importante para eles. Vamos tentar trazer crianças, jovens e adultos para entrar nesse diálogo e formar uma rede, conquistar sua autonomia e, quem sabe, criar suas próprias ações”, destaca.

Atividades

A Residência Pilar irá acontecer em três dias. As atividades serão conduzidas por moradores da comunidade que trabalham com arte, cultura e educação, e também por convidados que vêm trazer sua experiência para este momento.

Serão oferecidas oficinas de circo, teatro, audiovisual, artes visuais e contação de estórias. Também estão na programação o pocket-show Mar Morto, com o artista visual Danilo Galvão; a apresentação da pesquisa “Fora de Portas”, da urbanista Manoela Jordão, uma mostra fotográfica sobre a história do Pilar através dos anos.

Também haverá sessão de cineclube, com a exibição de curtas e no último dia, domingo (12), um momento de reflexão com os moradores sobre a experiência.

Mas não se encerra por aí: na semana seguinte, a partir das experiências vividas no fim de semana, e com o suporte da oficina de audiovisual, será produzido um filme, em linguagem cinematográfica, sobre a comunidade do Pilar.



comment 1 comentário

  1. Muito massa essa ação dentro da comunidade do pilar! Grandiosa atitude da Ayala parabéns tiro o meu chapéu para pessoas como essa moradora que se reconhece nesta localidade tão surpreendente, já vivi algumas experiências nessa comunidade hoje mulher feita avó só guardo boas lembranças deste lugar mesmo na década de 80 e 90 quando havia todo um estigma e marginalização por parte da mídia e da hipocrisia social que abrange este lugar! Só tenho á dizer amo de paixão até hoje parabéns milhões de vezes parabéns há todos que residem neste lugar tão mágico.

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