Acervo exclusivo do Mamam traz preciosidades das artes plásticas

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Acervo Mamam

O Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães (Mamam), no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, é um dos mais movimentados da cidade. São inúmeras exposições ao longo do ano, além de diversas atividades culturais que dão intensidade ao seu cotidiano e fazem dele um destino certo para os apreciadores das artes em geral.

E é lá no Mamam que estão guardadas verdadeiras preciosidades das artes visuais de Pernambuco. Um acervo exclusivo, com obras emblemáticas da trajetória de nomes relevantes da nossa produção moderna e contemporânea.

Somente no acervo do Mamam, você encontra a maior coleção pública do xilogravurista armorial Gilvan Samico. Assim como uma extensa produção dos irmãos do Rêgo Monteiro (Vicente, Fedora e Joaquim) e também do artista João Câmara.

Maior coleção pública de Gilvan Samico se encontra no Mamam (Foto: acervo Mamam)

Também está no Mamam a “Rosácea”, desenho original da Rosa dos Ventos de Cícero Dias, que está gravada no solo do Marco Zero, no Bairro do Recife. A polêmica série “Inimigos”, de Gil Vicente, completa, também está sob os cuidados do museu.

“É algo realmente sedutor isso de se ter um acervo exclusivo. Mas nós preferimos trabalhar com a importância da obra do artista”, diz Beth da Mata, gestora do Mamam. “É uma vocação do nosso museu. Nossa missão é guardar, preservar e difundir essas obras”, completa.

Obra de Vicente do Rêgo Monteiro (Foto: Acervo Mamam)

Segundo Beth, essas obras chegaram de várias formas ao Mamam: doações dos artistas, aquisições da Prefeitura, comissionamentos (quando o artista é convidado a produzir uma obra/série exclusivamente para o museu, por meio de projeto e curadoria, e recebe por isso) ou editais públicos (é o caso da série “Inimigos”, que integra o acervo graças ao Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça).

O acervo não está em exposição aberta, mas pode ser conhecido por quem quiser, mediante agendamento, através do número (81) 3355-6871. “Podem ser estudiosos, estudantes, curiosos, apreciadores. Recebemos com o maior prazer”.

Série “Inimigos”, de Gil Vicente (Foto: Acervo Mamam)

No momento, apenas dois desses acervos não estão disponíveis: o de Gilvan Samico, que está em itinerância pelo Brasil, como contrapartida da participação na 32ª Bienal de São Paulo, mas que volta ao Mamam em dezembro. E o de João Câmara, que está em uma galeria privada, em São Paulo. Tem volta marcada para agosto.

Saiba mais sobre os acervos exclusivos do Mamam:

João Câmara – O Mamam possui 116 obras do artista João Câmara, das quais 112 fazem parte da Série “Cenas da Vida Brasileira – 1930/1954”, importante série na história da arte, produzida entre os anos de 1975 e 1976.

Obra de João Câmara (Foto: Acervo Mamam)

Gilvan Samico – A maior coleção pública de Samico, com 111 obras do artista, sendo 109 xilogravuras. Dessas, 79 foram doadas por meio do Programa CAIXA de Adoção de Entidades Culturais, em 2005; outras 16, doadas pelo próprio artista; dez foram compradas; e outras quatro foram doadas pelo Moinho Recife. A maior parte dessas obras faz parte da produção das década de 1950 e 1960.

Cícero Dias – Um total de 12 obras de Cícero Dias está no acervo do Mamam. O destaque fica para “Rosácea”, de 1999, o desenho original da Rosa dos Ventos, do Marco Zero, produzido com tinta guache e lápis sobre papel.

Desenho original da Rosa dos Ventos do Marco Zero, de Cícero Dias (Foto: Acervo Mamam)


Gil Vicente
– Estão no Mamam os dez desenhos em carvão sobre papel da série “Inimigos”. A polêmica obra traz o próprio Gil Vicente ameaçando, armado, célebres personagens do universo político nacional e global. Dos dez desenhos, nove foram produzidos em 2005 e um em 2010 (autorretrato de Gil matando o ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad). A série foi adquirida por meio do Prêmio de Artes Plástico Marcantônio Vilaça, em 2015.

Rêgo Monteiro – Os irmãos Vicente, Fedora e Joaquim do Rêgo Monteiro têm parte importante de suas obras sob os cuidados do Mamam. De Vicente do Rêgo Monteiro, são 22 obras, entre pinturas e caligramas, a exemplo de “Atirador de arco”, de 1925, “Arlequim e o bandolim”, de 1928, e a “Moderna degolação de São João Batista”, de 1929, adquiridas através da compra.

Obra de Fedora do Rêgo Monteiro (Foto: Acervo Mamam)

Dos seus irmãos Fedora e Joaquim são, respectivamente, uma e cinco obras. Destaque para “La Rotonde” e “América do Sul”, ambas de 1927.

SERVIÇO
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – Mamam
Rua da Aurora, 265 – Boa Vista.
Segunda a sexta, das 10h às 18h
Sábados e domingos, das 13h às 17h.
Acesso gratuito
Informações: (81) 3355-6871



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