Bombeiros fecham bares no Sítio Histórico. Empresários comentam

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(foto: colaboração/moradores de Olinda)

No último sábado (2), quatro movimentados estabelecimentos comerciais do Sítio Histórico de Olinda tiveram que fechar as portas após uma fiscalização dos Bombeiros, por volta das 22h, um dos horários de maior movimento na Cidade Alta, sobretudo com o início dos ensaios de frevo já nos preparativos para o Carnaval 2018.

Os Bombeiros alegaram que, dos quatro locais interditados, três – Peneira, Xinxim da Baiana e Emporium das Coxinhas – estavam sem o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Já o Bento Ferreiro foi interditado por apresentar irregularidades nas exigências dos itens de segurança para funcionamento do estabelecimento.

O único local vistoriado que estava regular, ainda segundo informou a assessoria de imprensa dos Bombeiros, foi a Venda de Seu Biu.

Sem poder colocar mesas e cadeiras nas calçadas por conta de uma lei municipal e com pouco (ou quase nenhum) incentivo ao turismo e ao consumo, empresários terminaram perdendo o fim de semana de faturamento e estão correndo atrás, cada um a sua maneira, para conseguir reabrir.

O que dizem os empresários

(foto: Xinxim da Baiana/Facebook)

“Sei que, se eu estivesse com tudo certo, os Bombeiros não tinham fechado o estabelecimento. Mas está difícil trabalhar em Olinda. Tirando as mesas da calçada e sem qualquer incentivo, meu faturamento caiu 50%. Fora que precisei demitir três funcionários recentemente”, comenta Silvana Nascimento, do Espaço Cultural Xinxim da Baiana.

A casa, que abria de terça a domingo, agora só abre a partir das quartas, por conta do baixo movimento. Para conseguir pagar as dívidas, incluindo a parte dos Bombeiros, cerca de R$ 2 mil, ela está preparando uma campanha com venda de camisas.

“O problema é que não houve um prazo. Eu nunca havia sido notificado. A casa estava lotada às 22h, tive que colocar todos na rua”, afirma Peneira, que funciona há mais de 20 anos. Ele diz que já deu entrada na regularização para voltar a abrir.

João Felipe, do Bento Ferreira, vai numa linha semelhante: “deveria haver um trabalho de orientação, para mortrar os erros e dar uma prazo de regularização”. Ele adianta que já pagou a dívida e está agilizando a reabertura das portas.

E você como morador, frequentador e empresário de Olinda, o que tem achado sobre a vida turística e noturna da Cidade Alta?



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