José de San Martín: o revolucionário que dá nome ao bairro

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Ao longo dos séculos, a História da América Latina foi marcada por lutas pela libertação dos seus povos do domínio dos colonizadores europeus. Entre os que protagonizaram a linha de frente dessas batalhas, esteve o general José de San Martín, que batiza, hoje, o bairro da Zona Oeste do Recife.

Nascido em Yapeyú, na Argentina, San Martín foi um dos revolucionários responsáveis pela libertação de alguns países da “América Espanhola”, como Chile e Peru.

A data de nascimento de San Martín é uma incógnita. Documentos não trazem com precisão o ano, deixando no ar a dúvida. No entanto, historiadores sugerem que pode ter ocorrido entre 1777 e 1778.

Foi morar na Espanha, com os pais, por volta dos seis anos de idade. Serviu ao Exército daquele país durante 22 anos, empreendendo batalhas históricas, inclusive, contra as tropas de Napoleão Bonaparte, devolvendo Madri – que havia sido ocupada pelos franceses – ao governo espanhol.

Pintura de Juan Lepiani retrata José de San Martín proclamando a independência do Peru (Foto: Reprodução/Internet)

José de San Martín voltaria à Argentina em 1812, pelas mãos de um grupo maçônico, que já se articulava para batalhar pela libertação dos compatriotas da América Espanhola. A partir de lá, começou sua saga a fim de avançar pelo continente com a independência dos povos latino-americanos.

San Martín seguiu em batalhas memoráveis, tendo êxito por onde passava: foi o principal nome à frente da vitória de San Lorenzo de Paraná, em 1813, expulsando os dominadores espanhóis da região.

Em 1817, começa a Travessia dos Andres, onde reuniu cerca de 4 mil homens, o que, culminaria, em 1818, com a libertação do Chile.

E em 1821, José de San Martín ocupa a cidade de Lima e declara a independência do Peru. Além disso, cria e assume o Protetorado do Peru, uma espécie de governo provisório, se tornando o líder militar e político do país.

Imagem de José de San Martín, em 1848 (Foto: Reprodução/Internet)

Após sucessivas brigas políticas internas, San Martín considera ter cumprido seu dever na Américas e, em 1829, volta para a Europa. Num primeiro retorno, passa pela Grã-Bretanha, depois por Bruxelas (Bélgica). Na segunda volta – após mais uma tentativa frustrada de retorno à Argentina, em 1831 – termina seus dias em Boulogne-sur-Mer, na França, onde vem a falecer, em 1850.

Hoje, este nome revolucionário é marca de um dos mais importantes bairros da Zona Oeste do Recife. Abrasileirado, perdeu o acento e se chama San Martin, que, poucos sabem, carrega consigo a marca de um dos “libertadores da América”.

 

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