Circo Bambolê, em San Martin, pede socorro

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Hoje tem espetáculo? Não. Não tem. Nem o sorriso do palhaço, nem a alegria da criançada. O Circo Bambolê, que há 40 anos vem divertindo gerações, passa por seu momento mais difícil: a lona foi destruída pelas chuvas de junho e, sem teto, seus integrantes temem que a magia do circo morra.

Há quatro meses, o Circo Bambolê chegou à Praça Flora Rica, em San Martin, Zona Oeste do Recife, para mais uma temporada de espetáculos. No entanto, uma chuva no fim de junho destruiu a lona e danificou as estruturas metálicas do circo.

(Foto: Leonardo Vila Nova)

O cenário é desolador. Lona desfeita, ferragens espalhadas pelo chão, integrantes amontoados nos trailers. “A gente acordou com o povo gritando com a chuva, dizendo que ‘tava’ levando tudo. Foi uma agonia”, conta Alexsandro Amorim, que, junto com a esposa, Maria Aparecida, toca o Circo Bambolê.

No circo, ele é o Palhaço Pililiu e ela, Shirleyde. A arte circense é herança dos pais de Alexsandro, os criadores do Bambolê, que surgiu em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, nos anos 1970. Hoje, são filhos e até netos deles que vivem disso. Toda a família tem sua vida dedicada ao circo.

Sem a lona, eles não podem erguer o circo, nem fazer espetáculos. Consequentemente, não tem como levantar seu sustento. “A nossa única fonte de renda é a bilheteria. Nós, circenses tradicionais, só sabemos fazer isso, vivemos disso”, declara Alexsandro.

(Foto: Leonardo Vila Nova/PorAqui)

Eles precisam de uma lona 24 redonda KP 500. Conseguiram um abatimento em uma, em Minas Gerais, que custará R$ 5 mil. Mas eles não têm o dinheiro. “Disseram que a gente pode dar uma entrada de R$ 2,5 mil e ir pagando o resto depois. Mas a gente não está tendo espetáculo para poder ter o dinheiro”.

Atualmente, eles estão sobrevivendo de doações que, na verdade, tem sido direcionadas a um dos filhos do casal, que é especial. “Recebemos muitas doações de fraldas. Agora mesmo, minha esposa foi a Camaragibe, para pegar algumas”.

Quem quiser ajudar o Circo Bambolê a comprar uma nova lona e continuar levando a magia do circo pelo estado afora, pode contribuir, entrando em contato com eles no (81) 9 9750-4707 ou fazendo depósito bancário:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Maria Aparecida de Albuquerque
Agência: 0045
Operação: 013
Conta: 562891-9

 

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