PCR promete três mudas para cada árvore derrubada no Parque Capibaribe

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Foto: Márcio Alencar/colaboração

As obras do Parque Capibaribe mal começaram e muitos moradores das Graças, na Zona Norte do Recife, já estão preocupados com a situação das árvores. “Se a ideia é um parque, por que iremos tirá-las? Não conheço o projeto e pode ser que a rua passe por elas, mas, mesmo assim, repito: por que não adaptar o projeto ao máximo, de forma que essas árvores não sejam derrubadas?”,  questinou Márcio Alencar, morador da Rua Osvaldo Salsa, no grupo mantido no Facebook pela Associação por Amor às Graças. E completou: “Vocês sabem como é construtora, né? Quanto menos trabalho, melhor. E uma vez derrubadas, o caminho é sem volta”.

Para esclarecer a situação, o PorAqui conversou com o secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, Romero Pereira, que falou sobre o mangue e as árvores no trecho do Parque Capibaribe.

Segundo ele, não vai haver erradicação de 40% do mangue, como vem sendo dito. “A gente vai precisar tirar o mangue em alguns trechos, mas não é uma erradicação. Erradicação é quando se tira e ele não regenera.
Vamos ter que passar com pá, com bate-estaca. Tem lugares estreitos em que é preciso tirar. A regeneração de mangue é a coisa mais ligeira que tem”, explica. “A ideia de fazer passarelas, terraços, é para que você veja o rio. O mangue às vezes funciona como uma parede”, completa.

Árvores

Conforme explica Romero Pereira, está sendo feito um levantamento sobre as árvores com os projetistas. “Algumas vão ter que realmente sair, mas, para cada árvore erradicada, a gente está plantando duas ou três dentro do Parque Capibaribe. A construtora já marcou as que estão no caminho do projeto – ou de uma estaca ou de uma passada de máquina.”

Segundo Romero, há 27 árvores nessa lista . “Estamos vendo árvore a árvore”, fala. Para ele, o Parque Capibaribe é um espaço de convivência, mas também de resgate ambiental e do uso da natureza da margem do rio. “Isso tudo tem a ver com sombra, com árvore, com natureza, com todo esse universo.”

“Recife é uma cidade muito quente e não há sombra melhor do que de árvores”, analisa. Daí a importância da manutenção das existentes e plantio. Foi por isso, também de acordo com Romero, que o projeto ficou sob alçada da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, com execução da Autarquia de Urbanização do Recife (Urb).

 

 

 

 



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