Jr. Black chega junto no Museu do Estado no sábado (4)

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Foto: Beto Figueirôa/Divulgação

Neste sábado (4), a partir das 17h, o Museu do Estado abre alas para o balanço de Jr. Black. Nascido em Garanhuns, morador de Setúbal desde a adolescência, o cara traz para o projeto Ouvindo e Fazendo Música no Museu, do Santander Cultural, o novo disco Vende-se, lançado na semana passada nas plataformas digitais.  

O tom confessional da obra fala direto com os moradores das grandes cidades. “Sou uma entidade urbana, com ascendente no interior. Moro na cidade a pulso”, diz. Apesar da afirmativa, o Recife o abraçou com seus oito braços.  “Não aceito muito essa história da concorrência desleal. Como assim um ser melhor que o outro, ainda mais na arte? Pode não me tocar, mas tocar a você”, fala.

Sobre a camaradagem típica do recifense, ele defende: “Você não faz nada sozinho. Eu sempre fui do coletivo, surgi numa banda, estudei numa escola construtivista. É um privilégio mesmo. A gente mora perto, se liga, se conhece desde pequeno”, fala sobre a maioria dos músicos com quem trabalhou e trabalha.

Urbano

As pequenas tragédias, a “piracema” de informações a que estamos sujeitos, as paisagens, está tudo lá, cantado no vozeirão de Black, tudo acompanhado pela banda em formação quase completa para esse pocket show. Então, além de Black, se prepare para ver músicos de peso na retaguarda: Charles Silva, na bateria, André Alencar, no baixo (os dois do Malícia Champion), Juliano Holanda, na guitarra (que dispensa apresentações) e Guga Fonseca, nos teclados.

“Eu sou um cronista, acabei aceitando essa pecha”, fala Black. O que ele não aceita de jeito nenhum é ser enquadrado numa tal de “música pernambucana”. “Quando me perguntam: ‘Qual o teu estilo, Jr.?’, eu respondo: ‘Quem tem linha é meio-fio'”, brinca, dando um cutucão cheio de carinho, que Black, além de tudo, sabe ser generoso.

DJ de festinha de prédio

Ele conta que sua carreira musical começou ainda adolescente, naquelas festinhas de prédio, em que cada um levava uns discos, dois braços e um pescoço para engatar aquela dancinha. O pessoal da rua mandava chamar logo Jr., “aquele que só toca música black”. Daí, para “deixar” de ser José Wilson (seu nome verdadeiro) e se tornar  Jr. Black, levou 33 rotações por minuto.

Oficialmente, sua trilha musical teve início em 2001 como vocalista da banda Negroove, fez parcerias com China, Mombojó, DJ Dolores, Bande Dessinée, Banda Purassal, em que interpreta Stevie Wonder, entre outros. Tudo isso a gente já contou PorAqui.

Então, espinha ereta, coração tranquilo, que amanhã tem Jr. Black pertinho de você e, o melhor, no precinho: os ingressos custam R$ 3 (meia) e R$ 6 (inteira).

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? Ouvindo e Fazendo Música no Museu
?Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960, Graças)
?Sábado (4), às 17h
?R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia) | entrada gratuita para clientes e funcionários Santander
☎ (081) 3184-3174



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