Instituto de Cegos se reinventa e oferece gráfica braile e massagem

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Foto: Paula Melo/PorAqui

Aos 108 de existência, o Instituto de Cegos Antônio Pessoa de Queiroz se reinventa prestando serviços para a comunidade. Aluguel da quadra de esportes, massagem, produção de cardápios e sinalização em gráfica braile são formas encontradas pela administração do local, que é uma instituição privada, de propriedade da Santa Casa, de financiar parte dos custos.

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Segundo a Irmã Maria Gomes, o Instituto de Cegos é um local voltado para o “resgate da dignidade e pelo exercício da cidadania” de pessoas cegas e com baixa visão.

“Damos suporte psicológico, social e alimentício para crianças, adolescentes e adultos”,  diz ela, que é uma das três irmãs da congregação Filhas de Santana que comandam, com pulso de ferro e corações amorosos, o instituto. Sob as asas delas, estão nove funcionários cegos, sendo seis deles massagistas. No total, 33 trabalhadores têm vínculo com o Instituto de Cegos e cuidam de 145 deficientes visuais.

O fundador

Antônio Pessoa de Queiroz fundou o Instituto de Cegos em 1909, o segundo do gênero no Brasil. Funcionava na Rua da Glória, mas, de repente, o número de alunos cresceu. Foi quando se uniu à Santa Casa, que adquiriu um sítio na Capunga, onde funciona até hoje, desde de 1935.

Por conta da cegueira, adquirida aos três anos quando brincava com fogos de artifício, Antônio foi estudar no Instituto Benjamim Constant, no Rio. Chegou a ser laureado. O prêmio era uma viagem à França para conhecer o Museu Louis Braille. Mas Antônio tinha outros planos. Em vez de viajar, pediu o prêmio em dinheiro. Queria criar um espaço para ajudar os cegos do Recife.

Inclusão

Até o ano 2000, o local funcionava como internato. A mudança se deu, principalmente, pela necessidade de gerar inclusão e não segregação, conforme explica a Irmã Maria Gomes.

Numa parceria com o Senac, foram implantados cursos profissionalizantes, como informática, música, massagem, culinária e telemarketing. Tornou-se um centro de habilitação e reabilitação.

instrumentos na sala de música do Instituto de Cegos

Aprendem também orientação e mobilidade (para andarem sozinhos pela cidade), escrita em braile e até como cozinhar e fazer faxina, atividades importantes para a autonomia. Jiu-jitsu, futsal de cinco e goalball também são oferecidos.

Doações

O instituto se mantém, principalmente, com investimentos da Santa Casa, mas aceita doações de alimentos e produtos de limpeza – e também de dinheiro. “Queremos colocar azulejos na piscina, que está desativada”, diz a Irmã. Dá também para ajudar com trabalho voluntário, como acompanhante de cegos em eventos.

O Instituto de Cegos fica na Rua Guilherme Pinto, 146, Capunga (Graças).

Informações: 98167-1674

 



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