Graças old school: a vida de quem cresceu no bairro nos anos 80 e 90

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Foto: Thiago Ramos/PorAqui

Mora nas Graças há mais de 20, 30 anos? Então se prepare para esse túnel do tempo que o PorAqui organizou pra você!

Foi pra inauguração do McDonald’s da Agamenon, que não foi o primeiro de Pernambuco, mas, para quem morava nas Graças, era como se fosse (e ir lá com a turma da rua era um acontecimento!). ??

Ia pra todos, eu disse TODOS os shows que rolavam no Português, de forró ao Grande Encontro, passando solenemente por cima do seu próprio gosto musical. Mesma coisa no Circo Maluco Beleza – você ia do show do Asa de Águia ao primeiro Abril Pro Rock, que lançou gente da estirpe de Chico Science e Nação Zumbi e Mundo Livre  S/A. Você se permitia porque você era “eclético”. ?

Adorava os sanduíches do Burgomestre. E quando levava alguém de “fora”, se amostrava com seus conhecimentos acerca da maionese caseira deles.

Almoço de domingo era no Galeto do Alvorada. Não tinha essa história de pedir pra comer em casa não. ?

Tem o passaporte carimbado com graaandes noitadas no Depois do Escuro, Cantinho das Graças e Som das Águas. ?

Saía da escola, de farda mesmo, direto pro pagode que rolava na Rua das Pernambucanas, nas tardes de sexta. O nome do lugar era Remelexo. E nos anos 80/90, Som das Águas.

Ficava encantado ou encantada (e ainda fica, claro!) com os nomes de ruas mais lindos do Braséllll: Rua da Amizade, Rua das Graças, Rua das Pernambucanas, Rua das Creoulas. ?

Era doido pra conhecer a casa de José Santeiro e ver o coqueiro que tem no meio do sala e sai pelo telhado em direção ao céu. ?

Ia pra missa e nunca se incomodou com sino. Afinal, o barulho está lá desde antes de você nascer.

Comprava salgadinho de queijo na PanAmizade. Tem nome melhor pra uma padaria?

Derby Center era o shopping. Não importava se era o I ou II, toda tarde você batia ponto lá. Shopping Recife era pros fracos (ou pro fim de semana com a família). Tinha fliperama, sorveteria, loja de revista. Tinha doceria que vendia salgadinho. Ou seja, era um parque de diversões completo (ou não?).

Alternava suas tardes em duas papelarias: Modelo e Moderna. E fazia coleção de clipe de papel, que era a única coisa que dava pra comprar com a mesada.

Jogava futebol no sítio, um campinho que ficava na beira do Rio Capibaribe, ali no final da Rua Jacobina.

O Português era a nossa Meca. Todo domingo, tinha Roller Dance, com Cuscuz. Tinha gente que nunca colocou um patins nos pés. Ia pra paquerar mesmo, no melhor estilo “gente bonita em clima de paquera”.

Você testemunhou o surgimento histórico da primeira sorveteria a quilo das galáxias (será?), que ficava na Rua das Graças onde hoje é o Tulasi. A conteudista  está tentando lembrar o nome, mas não recorda de jeito nenhum. Mas vai um sorvetinho de mangaba com chocolate e calda de morango aí?

Vai no Café na Calçada e conhece todo mundo, inclusive aqueles vizinhos que mais parecem da família e fazem você sentir que as Graças é a sua casa e ainda bem que esse lugar existe. ❤

E você, também é das Graças das antigas? Conta pra gente o que você gostava de fazer no bairro aí nos comentários. ?

 

 



comment 25 comentários

  1. Morei na Rua das Células muito pequena, dos 3 aos 5 anos, mas frequentei muito o Derby Center, Maluco Beleza, livraria Modelo! Bons tempos!!
  2. O primeiro McDonalds de Pernambuco não foi aquele do estacionamento do Shopping Recife?
    1. Realmente! Era um acontecimento... A memória acabou pregando uma peça. Devidamente corrigido. Obrigada.
  3. Faltou falar do Mania de Comer na Guilherme Pinto , É no fim da rua das pernambucanas , antes do Remelexo era a Forroteria que foi o pessoal do Maluco Beleza antes de existir o maluco Beleza , e pra quem é antigo tb lembrar do Fliperama do Derby Center I e da Locvideo do derbycenter II
  4. Passei minha infância e adolescência por la Tinha o vendedor de macaxeira gritando "oooooooollllllhhhhhaaaaaaa aaaaaa mmmmaaaaacccaaaxxxxeeeeeiiiirrraaaa, liga ae p portaria q o homi da macaxeira ta passando, só a babinha macaxxxxxxxeeeeeeiiiiiirrrrraaaaaaaaaa"... O sorveteiro traga a vasilha "são 10 bolas de sorvete por 1 real"... Onde hj é a fundação hemope já foi até quartel do exército... O banco Itaú da rua das creoulas tinha um dos primeiros heliportos do Recife e cada pouso era atração... Chico Science tomava uma la no bar cantinho das Graças, tinha até coelhos andando pelo chão onde hj é o edifício solar das mangueiras na rua das pernambucanas... tempo bom que não voltam mais
  5. Teve a inauguração da sorveteria self-service da Fazendinha. Quem botasse um kilo de sorvete levava de graça! O Maluco Beleza também foi palco de tanta coisa boa e marcante. O Bar Garagem, tão discriminado e tão a frente do seu tempo... A Padaria e Confeitaria Rui Barbosa com a Lock Video na parte de trás. O El D'oleron tocando Buena Vista Social Club alto e o bairro reclamando. (...)
  6. Que massa!!!! Muita coisa aí eu não fiz não, mas o Derby Center eu lembro de uma sorveteria que ía muito com minha amiga vizinha com meus 10 anos. Também teve o bar "Clube da Farra", o "Castelo de Grayskull!!!, o "Balcão", o "El Bodegón"... padaria "Capela" que se foi a pouco e faz uma falta!... E permanece ainda, no meu coração desde pequena, a "Escolinha de arte" <3 ... Valeu o revival!!
  7. Faltou o " Asa Delta ",( acho que era esse o nome ) o primeiro restaurante de quilo que conheci. Ficava na Ruas das Pernambucanas.
  8. Amo as Graças, morei lá até 1981 Rua Guilherme Pinto e depois nas Pernambucanas.
  9. Sempre morei na Torre, mas vivi boa parte da minha vida noturna no bairro das Graças. Tinha o bar Sanatório, não lembro se tinha GERAL no nome, quase em frente a igreja das Graças. o Aquarius, na rua do mesmo nome. Tinha uma boate, não recordo o nome, na rua Gervásio Fioravante, sempre na sobra do Depois do Escuro. Tinha Branca de Neve, o flanelinha do Depois do Escuro.
  10. Falar das graças e não lembrar da padaria dos quatro cantos, com o S Diniz e D Ana sempre atenciosos. Melhor coxinha não há! Falar do derby center 1 tem que citar a jornal livro, beijo frio, fliperama. No derby center 2 o pao doido com o sanduíche camisa de força! Fardas escolares na Percol. Cortar cabelo em Marcos Túlio. Jogar vídeo game e locar jogos na mega game. Comprar frutas na quitandinha. Tomar sorvete na Johns na rua da amizade depois de comer no trailer de Ed burguer ao lado do Jaime da fonte. E confirmo q a primeira Mac foi ao lado do clube português. Inauguração no final de 92 e início de 93. Com caravanas de outros estados vindo conhecer! No local que era o campo de futebol do clube português. Mesmo clube dos melhores shows de forró aos domingos, roller dance na quadra com cuscuz e carnaval! Jogar futebol no campo do estudante, onde hoje é o estacionamento da nassau. Andar à noite nas ruas sem problema!
  11. Sempre morei na Torre mas frequentei muito a Graças e acho que esqueceram a Confeitaria Ruy Barbosa e a saudosa Palhoça do Melo
  12. Tantas lembranças... Hoje foi túnel do tempo mesmo. Vivi nas graças de 1979 a 1999. Lembro demais de muitas das coisas que falaram. Mas ainda tem uma. A gente juntava a turma da Rua das Graças com a Rua da Amizade e fazia "discotecas" nos prédios. Quando juntava uma grana boa, chamava DJ Geléia, que colocava som na Roller dance.
  13. Foi nas Graças onde existiu a primeira farmácia 24 horas em Recife, a Jayme da Fonte, que nem porta tinha. Assim como o primeiro pronto-socorro particular. Fui cliente do pronto-socorro varias vezes com cabeça lascada, queda de coqueiro e tantas outras. Hoje moro à 32 anos na Rua da Amizade e convivi com meus três filhos muitas das narrativas aqui postadas. Faltou falar na bodega de D. Neném, onde se encontravam vários papudinhos conhecidos das Graças.
  14. Gente muitas lembranças boas!!! O que faltou o povo foi falando nos comentários. Só não citaram a minha papelaria preferida na Rua da Amizade: Escrita Livre, que tinha aluguel dr livros (comecei meu gosto pela leitura atraves dela) e das nossas queridas Avesso e Viracao dr Cris Pontual onde comparamos ou encomendavamos todos os looks dos shows do Clube Português. Bons tempos!! Hj moro na Torre mas tô sempre matando a saudade da minha rua querida e desse bairro maravilhoso.
  15. Esqueceram da confeitaria Rui Barbosa "com tanta iguaria, até o Rui ria". Os finais de noite, depois das festas no português, principalmente no carnaval, era destino certo, as pizzas, os calzone e os sandubas, eram massa! O metre era Sr. Coelho. Outros locais saudosos, eram o depois do escuro, para mim um dos melhores bares que existiu no Recife, cantinho das graças, Club da farra, sanatório geral, el bodegon, papo estrela, bar do francês, tô em casa, over point, som das águas, aquarius, new hits, o castelo de greiscow, e não podia esquecer da boate cravo e canela. Moro a 22 anos na cardeal Arcoverde, mas frequento as graças, desde 84, amo esse bairro
  16. Faltou falar da Confeitaria Rui Barbosa, do Ponto de Encontro (e Over Point) e demais barzinhos da Rua das Graças, do Clube da Farra, do Talismã e Cantinho das Graças (como o Tô em casa e Sanatório Geral), da Goods Burguer e da Mania de Comer, da New Hits, da Coisas da Fazenda e Fazendinha e da Forroteria (que foi também Pagoderia, no mesmo lugar do Som das Águas) etc.
  17. Diógenes Lima e Claudio Henrique Lima da Silva já supriram as principais omissões do texto, mas faltou mencionar Aladin, garçom do Tô em Casa que "fazia surgir" cerveja na sua mesa. Apesar de morar há pouco tempo nas Graças, sempre estudei neste bairro (primeiro no Solar das Crianças, depois no Instituto Capibaribe e finalmente no Colégio São Luís) e era frequentador assíduo das noitadas nas Graças, na segunda metade da década de 1980, início da década de 1990.
  18. Galera que saudosismo gostoso! Eu vi, pelos espaços da grade do portão da frente, a Rua da Amizade mudar de paralelepípedos pra asfalto na segunda metade da década de 70, aquilo me impressionou muito pois era criança de colo e estava aprendendo a dar meus primeiros passos e o barulho das máquinas eram uma novidade atrativa para mim. Acompanhei e vivi muitas mudanças no nosso bairro, que eu sinto como se fosse a extensão do meu quintal… As Graças no final da década de 80 chegou a ter 52 bares e graças aos nossos pais e vizinhos foram sendo fechados e gradativamente se transformaram em edifícios e estabelecimentos comerciais diurnos, fico puto só de pensar quando o depois do escuro fechou e Fernando parou de vender coxinhas, que por sinal demorava uma hora pra ficar pronta mais valia muito esperar viu! O Mania de Comer era o melhor sanduba da cidade competindo com Carlitos( ilha do retiro e torre) o sargação(Olinda, hoje em dia é uma merda), e tinha sua própria maionese, a Turma do Jabu sempre chegava lá durante a semana pra fazer “o corte” e tirar onda com bigode, o melhor chapeiro de tidos os tempos ( kkkjjjmkjhhgjkkkkjjkbjkkk!!!). Hoje moro longe mas a casa de Zé dos Santos continua lá e no final do ano que vem vou matar as soudades lá até a quarta-feira de cinzas, espero ver minha galera do bairro querido e que possamos proporcionar mais lembranças boas em nossa existência. Um cheiro e um abraço

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