Melodia de Budega: a festa que mudou o Torreão

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A ideia inicial era descer os vinis e escutar música numa esquina que adormecia muito cedo para os padrões recifenses. Mas hoje, seis anos depois, a festa Melodia de Budega (Rua Marechal Deodoro, 252, Torreão), é programa obrigatório para os moradores do Torreão e de toda a Zona Norte que, uma vez ao mês, encontram-se na “Budega” (com u mesmo) do Eduardo, em torno das picapes do DJ Pós e seus convidados.

“Nós moramos quase em frente e achávamos uma pena a Budega fechar cedo e o local ficar deserto, até inseguro. Foi quando surgiu a ideia de colocar umas mesas na calçada, descer os vinis e ficar até meia-noite escutando música”, conta Gerson Flávio, o Dj Pós que produz a balada ao lado de Karine Raquel.

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Militante político conhecido na cidade, Gerson Flavio é o DJ POS (Foto: Divulgação)

Segundo Gerson, o movimento mensal do Melodia mudou a economia do bairro. “Por causa da festa, a Budega fica aberta sempre até mais tarde. Outros estabelecimentos comerciais abriram como o Caldinho do Torreão, o Bar do Patinho e até um restaurante japonês”, contou, explicando que o objetivo da festa é ocupar a rua.

Ocupamos a esquina, um espaço público que antes vivia abandonado, vazio e que acabava oferecendo insegurança para os próprios moradores do bairro do Torreão – Gerson Flávio (DJ Pós)

O DJ revelou que embora a vizinhança seja público predominante na festa, à medida que as horas passam a esquina se enche de gente vinda de Olinda, Candeias, Camaragibe, Várzea e outras localidades. “Mesmo assim, é uma festa do bairro. A cada edição, precisamos da autorização da Prefeitura para sua realização e uma das exigências é um abaixo-assinado dos moradores concordando e todos assinam”, explicou.

“O Melodia de Budega virou uma alternativa na noite recifense. Num bairro da Zona Norte que antes funcionava apenas como dormitório. Creio que o maior diferencial da festa é mesmo o vinil e a maneira como construímos os repertórios, sem a preocupação de fazer uma festa dançante, mas antes de tudo ser um espaço de audição”, definiu Gerson.



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