Humor: Encruzilhada, a Paris recifense

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Ilustração: Thiago Ramos

Pois bem, comecemos pelo começo. Há 31 anos, resolvi ser foodness. Sim, é desse jeito que se escreve “foodness”. Esse vocábulo significa adequação ou aptidão resultante da prática de exercícios glutões. Mas vai além.

É uma filosofia de vida, um conceito que abarca aspectos físicos e psicológicos, uma escolha inspirada na celebração da existência. Engana-se, contudo, quem acha que ser foodness é fácil. Nada tem a ver com comer muito ou com a gula pela gula.

Sobretudo, em tempos de fast food e comida ultraprocessada, esse termo se relaciona com a busca pela excelência daquilo que se leva à boca. É a obediência e respeito aos bons produtos e às boas práticas alimentares. Portanto, é uma missão árdua encontrar lugares que se alinhem com esse pensamento.

Comer bem na RMR é um desafio. Pipocam modismos, cardápios com preços pouco convidativos e invencionices sem fim. Desse modo, o nível de frustração para quem é foodness só se compara à felicidade de encontrar um local em se que faça comida boa.

Ser foodness é ser o chato da turma, o fresco, a pessoa que não gosta de nada. Ser foodness é dar com os burros n’água a cada ida a um novo estabelecimento anunciado com pompa e babação nos meios de comunicação tradicionais ou virtuais (lugares anunciados como secretos também valem!).

O que a Conde da Boa Vista e a Champs-Élysées têm em comum?

Paris é aqui

Com o PorAqui, entretanto, tenho sido surpreendido, constantemente, com dicas e “maliças” de lugares que são, por natureza e definição, foodness até o talo. Nesse sentido, estou, paulatinamente, inclinando-me a considerar o bairro da Encruzilhada como a Paris do Recife.

Nela, podemos encontrar o suprassumo da culinária foodness, sendo brindados com uma variedade de estabelecimentos gastronômicos só comparável a Nova York (desculpe, é a “goga” falando mais alto que a razão).

Se você, assim como eu, também é foodness e sofre em suas peregrinações em busca de se alimentar conforme suas crenças, não “perda” o PorAqui e se chegue pela Encruzilhada.

Por ser verdade, dou fé e assino a presente DECLARAÇÃO aos treze dias de novembro do ano de dois mil e dezessete.

Conheça o PorAqui Encruzilhada!

O conteúdo das colaborações não reflete necessariamente a opinião dos editores do PorAqui.

Daniel Barros é recifense, formado em Letras pela UFPE. Atualmente mora no Derby, mas é cria da CDU. Come e bebe em demasia. Já tomou muita cerveja no Mercado da Encruzilhada.  Nos intervalos, anda de ônibus. Nesta vida, veio a passeio, mas ficou preso em Abreu e Lima. É conteudista colaborador do PorAqui para desperdiçar seu tempo.

 



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