Furtos e assaltos amedrontam os moradores da Encruzilhada

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Foto: Júlio Rebelo

A onda crescente da insegurança que assola o Estado de Pernambuco chegou de vez na Encruzilhada. Os casos de assaltos e furtos se tornaram comuns no bairro, onde moradores e comerciantes aprenderam a conviver com o medo.

Um exemplo da atuação da criminalidade no local é o que acontece na Rua Engenheiro Luis Vauthier. Por lá, os moradores já contabilizam cerca de 30 carros arrombados nos últimos dois anos. Fátima Jales, residente há mais de 40 anos no lugar, explica que os ladrões costumam furtar os veículos em plena luz do dia.

“Nossa rua fica muito próxima a bancos e restaurantes, e por isso as pessoas costumam estacionar seus automóveis aqui. Os bandidos sabem disso e se aproveitam para arrombar os carros e roubar tudo que tiver dentro, mesmo durante a manhã ou à tarde”, revela Fátima.

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Aparência de tranquilidade, mas violência é grande (Foto: Júlio Rebelo)

Foi o que aconteceu a Thomás Sôlha, gastrônomo, que teve o vidro do veículo quebrado enquanto visitava um amigo.

“Estacionei na frente da casa do meu amigo e quando voltei alguém tinha quebrado o vidro da porta de trás do banco do motorista. Tive um jogo de tabuleiro furtado, além de uma pasta com diversos documentos importantes”, disse Thomás.

Ele ainda destaca que tudo aconteceu por volta do horário de almoço e a rua estava bem movimentada, o que mesmo assim não inibiu a ação dos ladrões.

Nem mesmo a igreja localizada na rua está a salvo das ações dos bandidos. Elizama Laurinda, uma das responsáveis pelo lugar, lembra que há menos de dois meses suspeitos pularam o muro e furtaram o equipamento de som da igreja.

“O furto aconteceu durante a madrugada, horário em que o alarme tocou e alertou a segurança particular contratada por nós. Mas quando eles chegaram, junto com a polícia, os ladrões já haviam fugido. Estamos até hoje utilizando o aparelho de som emprestado de outra igreja”, lamenta Elizama.

Até igreja foi alvo de assaltos (Foto: Júlio Rebelo)

Ela ainda conta que os ladrões deixaram outros prejuízos, como uma porta que foi levada, além de janelas e teto quebrado na parte interna da igreja. “Mas o que revolta mesmo não é nem o valor material das coisas furtadas. É saber que nem um lugar dedicado à bondade está livre das ações dos criminosos”, finaliza Elizama.

Perto dali, na Estrada de Belém, José Carlos, dono de um comércio popular, relata que já teve o estabelecimento assaltado. “Eu estava trabalhando no caixa quando um homem se aproximou e mostrou o revólver, anunciando o assalto. Levaram todo o dinheiro das vendas daquele dia”, conta José.

Ele também disse que apesar do roubo, preferiu não acionar a polícia. “Na minha opinião não adianta. Até porque o ladrão já tinha ido embora com o meu dinheiro”, pontua.

O delegado seccional do Espinheiro, Breno Maia, vai de encontro ao relatado pelo comerciante e afirma que a maioria das pessoas não registra o Boletim de Ocorrência. “A população precisa registrar os crimes ocorridos. Até porque a polícia trabalha com informação, e quantos mais dados tivermos, mais o nosso trabalho será bem feito”, explica o delegado.

Ele também informa que por se tratar de um bairro tipicamente comercial, a Encruzilhada se torna alvo de pequenos furtos e crimes menos violentos.

“O bairro de Campo Grande é considerado mais violento do que a Encruzilhada, por exemplo. Mas não é por isso que a polícia vai deixar de intensificar as ações por lá. Ao contrário, o trabalho será reforçado até para evitar que a Encruzilhada seja destino dos bandidos”, ressalta Breno Maia.

Para denunciar os crimes, é preciso telefonar para o número 190 e registrar a ocorrência. Outra maneira é ir até a Delegacia do Espinheiro, localizada na Rua Afonso Batista, 140 – Espinheiro, e informar pessoalmente.



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