Escola Clóvis Beviláqua, no Hipódromo, reúne orgulho, mas também problemas

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Foto: Divulgação/Alyne Pinheiro

No coração do bairro do Hipódromo, numa das áreas mais bucólicas da cidade, a praça Tertuliano Feitosa abriga uma unidade educacional de referência ligada à rede estadual de ensino: a Escola Clóvis Beviláqua. Dedicada ao Ensino Médio, a unidade conta com mais de 700 estudantes matriculados, sendo cerca de 450 na modalidade integral. Embora seja orgulho dos seus alunos, a comunidade acredita que há o que melhorar.

Fundada em 28 de novembro de 1946, a escola começou suas atividades na modalidade regular e, em 2009, se tornou unidade de ensino a oferecer educação em tempo integral, a partir da política de implantação das Escolas de Referência em Ensino Médio (EREM) no Estado.

Dos estudantes matriculados, 453 estão na educação integral do Ensino Médio e 266 na Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Eu adoro a escola. Tenho orgulho de dizer que estudo aqui”, afirmou Jéssica Rodrigues, aluna no primeiro ano e que diz ter lutado para conseguir uma vaga. “A concorrência é grande e a preferência é de quem mora perto.”

“A escola é ótima. Gosto muito de estudar aqui”, contou Gabriel Ferreira, aluno do segundo ano integral. “Eu não moro no bairro, moro em Peixinhos, mas quando entrei morava na casa da minha mãe, que era aqui perto.”

Gabriel Ferreira é aluno (Foto: Colaboração/Andreza Vasconcelos)

Problemas

Entretanto, os alunos reconhecem que há dificuldades. “O problema são algumas pessoas que estudam aqui”, completou José Gomes referindo-se a má conservação da escola. “Se você olhar, vai ver pichação, vidro quebrado. Tem muita gente que não dá valor a escola que tem. Quebram tudo mesmo.”

A Educação Integral em Pernambuco tornou-se Política Pública de Estado em 2008. Desse modo, ao concluir o ensino médio nas escolas de Educação Integral, o jovem estará mais qualificado para a continuidade da vida acadêmica, da formação profissional ou para o mundo do trabalho.

“A gente fica aqui o dia todo. De manhã temos as disciplinas comuns e a tarde aulas de educação física, artes”, explicou Gabriel que tem carga horária de 45h semanais.

O nome da escola faz uma homenagem a Clóvis Beviláqua, jurista, legislador, professor e historiador brasileiro, natural do Estado do Ceará. Clóvis foi o autor do projeto do Código Civil Brasileiro, em 1900 e atuou como consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores durante 28 anos. Clóvis foi ainda um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de número 14.



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