Encruzilhada abriga o mais jovem baobá catalogado do Recife

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Foto: Divulgação/Hernandes Bar

Pouca gente sabe, mas o Recife acumula um título informal que alimenta sua natural megalomania: “a cidade dos baobás”. A planta que destrói o planeta do pequeno príncipe, no famoso livro do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, é originária do continente africano e, segundo registros oficiais, Pernambuco é o Estado com o maior número de baobás catalogados oficialmente no Brasil, com 16 exemplares, 11 dos quais na capital.

O mais jovens dos que estão catalogados fica logo aqui, por trás do Mercado da Encruzilhada.

A localização exata do exemplar é o girador das ruas Carlos Bartolomeu, Amaro Coutinho e Pedro Alves, por trás do mercado. O baobá é uma árvore milenar que chega a medir até 30 metros de altura e 20 metros de circunferência.

Entretanto, o da Encruzilhada tem pouco mais de 20 anos. Foi plantado em 1985 pela Prefeitura do Recife num movimento pelo resgate de alguns símbolos do Recife.

“Tou sabendo agora que isso aí é um baobá”, afirmou espantado Marco Lunes, morador do bairro há cinco anos. “Não tem placa, não tem nada. Tá sempre cheio de lixo no pé”, reclamou o morador que não viu a placa tímida indicando a árvore tombada.

“Eu sabia que tratava-se de um baobá porque minha filha fez um trabalho pra escola e a gente descobriu, mas sinto falta de uma sinalização que conte a história, já que ele é tombado”, avaliou Juliana Gurgel, que mora na Encruzilhada há quase dez anos.

“Eu moro aqui há anos e sabia que era um baobá, mas só vi florir agora. Uma coisa linda, mas só durou um dia”, comentou Margarida Noronha referindo-se ao fato de que as plantas só florescem a partir de 18 ou 19 anos, todos os anos, mas suas flores duram apenas um dia.

Baobás como o das Graças são até mais famosos (Foto: Colaboração/Lorena Maniçoba)

Outros exemplares

Embora só haja 16 espécimes de baobás catalogados em Pernambuco, em 2011 o jornalista e fotógrafo Marcus Prado registrou, do Litoral ao Sertão, nada menos que 130 pés de Adansonia digitata, nome científico do baobá.

Na época, o jornalista declarou que causava admiração a existência de tantos baobás no Agreste e Sertão, já que, no começo do levantamento, sabia-se apenas das 16 árvores tombadas no Recife.



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