Bacalhau do Zé Corninho, em Campo Grande, agradou até Roberto Carlos

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Foto: Pri Buhr/JCImagem

Talvez você não conheça o Bacalhau de Zé Corninho. A casa sem placa, localizada na rua Bianor de Oliveira, 95, em Campo Grande, de fato não denuncia que no local funciona um dos redutos mais disputados para quem gosta da iguaria típica de Portugal. Entretanto, saiba que se você ainda não o conhece, o cantor Roberto Carlos já conhece. E mais, não costuma perder a oportunidade de saborear o quitute.

“Em 2010, depois de um show no Classic Hall, um dos integrantes da equipe do Roberto Carlos foi levado por amigos para almoçar lá. Gostou tanto do bacalhau que pediu um pra viagem para levar para o cantor experimentar. Ele adorou e a notícia acabou saindo nas colunas sociais aqui no Recife. Desde então, todas as vezes que está na cidade, manda os seguranças virem buscar aqui pra ele. Esse ano fomos ao show dele e ele quis nos conhecer”, contou Maria Carolina Ramos, que atualmente toca o restaurante junto com seu irmão, Felipe Gustavo e a mãe, Mércia.

Foto: JCImagem

Em 1972, Seu José Ramos de Oliveira, filho de pais portugueses, abriu um restaurante na casa onde morava, nas imediações da avenida Cruz Cabugá: o Recanto dos Amigos. O local começou a fazer sucesso com o famoso bacalhau gratinado que ele aprendeu com os pais e já havia ensinado à esposa, Mércia.

“Como a casa ficava perto da Rádio Clube e da antiga TV Tupi, era comum que artistas, cantores, políticos fossem almoçar por lá. O bacalhau ganhou fama”, conta  a filha de Seu José, Maria Carolina.

Na década de 90, o casal decidiu mudar-se para Campo Grande e manteve, na área frontal da nova casa, o restaurante que tem capacidade para 60 pessoas. “Meu pai tinha o hábito de, brincando, chamar todos os clientes de cornos, por causa disso, o restaurante ficou mais conhecido como Bacalhau de Zé Corninho, do que pelo nome oficial.”

Foto: Andreza Vasconcelos

Carol conta que a clientela é formada por muitos amigos. “Não temos placa na frente. Quem sabe onde é, sabe. Queremos manter esse clima de comida caseira servida pelos donos. Mesmo despois da morte do meu pai, em 94, demos continuidade a isso”, explicou ela contando que a mãe ainda mora no mesmo local. “É muito cômodo trabalhar no mesmo local no qual a pessoa mora. As dificuldades são mais burocráticas do que de logística já que pagamos duas taxas de IPTU, Compesa, Celpe, etc.”

O Bacalhau do Zé Corninho está aberto de segunda a sábado, apenas para almoço, com um prato diferente a cada dia. A sexta-feira é o dia do famoso bacalhau que custa R$ 120 reais e serve quatro pessoas.

 



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