Afinal, quem foi Odorico Mendes que dá nome à rua do Clube das Pás?

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Imagem: Google Maps

Importante corredor de acesso ao bairro de Campo Grande, responsável por ligar duas das mais importantes vias do Recife, a Estrada de Belém à Avenida Agamenon Magalhães, a rua Odorico Mendes é umas das mais conhecidas do bairro, mas afinal, quem foi Odorico Mendes?

Com pouco mais de 800 metros de extensão, a rua Odorico Mendes é predominantemente comercial e seus domicílios residenciais são, na sua maioria constituídos por casas, sobrados e similares. “Moro aqui há 30 anos e nunca soube quem é esse Odorico Mendes”, comentou Juçara Freitas. “Deve ser algum político”, arriscou Vanjo Gomes, dono de um estabelecimento comercial na área cujo empreendimento mais famoso é o tradicional Clube das Pás.

Clube das Pás é um dos mais conhecidos empreendimentos da Odorico Mendes (Foto: Luiz Paz/Divulgação)

Vanjo acertou em parte. Apesar de ter enveredado pela política, o maranhense Manuel Odorico Mendes, nascido em 1799, é mais conhecido pela sua obra jornalística, literária e por ser autor das primeiras traduções integrais para português das obras do poeta romano Virgílio e do grego Homero (autor de Ilíada e Odisseia).

Sua entrada na política aconteceu como consequência de seu ofício jornalístico. Incitado por amigos e pelo forte patriotismo, Odorico Mendes começou a escrever para o jornal maranhense Argos da Lei, que fazia oposição ao partido representado no resto da imprensa local. A influência do Argos da Lei o levou a ser eleito deputado para a primeira Assembleia Geral Legislativa do Brasil, quando então mudou-se para o Rio de Janeiro e deu início a uma vigorosa e crescente oposição ao governo imperial, só interrompida em 1831, face ao desfecho da revolução que culminou na queda do primeiro Imperador. Com a abdicação de D. Pedro, Odorico exerceu influência na escolha dos membros da Regência e votou em favor da manutenção da monarquia.

“É interessante como a gente passa a vida inteira num lugar e não conhece a história dos personagens que dão nome a ele. Será que se ele fosse vivo iria gostar de morar na rua em sua Homenagem”, questionou Vanjo. Será?



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