No dia de 17 de agosto, conheça a história da principal avenida de Casa Forte

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Foto: reprodução

Você já parou pra pensar por que a Avenida 17 de agosto, em Casa Forte, na Zona Norte do Recife, leva esse nome? Logo hoje, que é dia 17 de agosto de 2017, vale se perguntar acerca desse nome, que faz referência a um grande fato histórico.

É importante saber que, antes de se tornar a avenida principal do bairro, a tal avenida era uma estrada de lama que foi nomeada inicialmente de Estrada da Batalha. O nome 17 de Agosto surgiu apenas por volta da década de 1930.

Foto: André Nery/acervo JC Imagem

O nome da via faz referência à vitória dos pernambucanos contra o domínio holandês, que ficou conhecida como Batalha de Casa Forte, no Brasil Colônia. O fato aconteceu no dia 17 de agosto de 1645, no Engenho Casa Forte, que pertencia a Anna Paes.

A derrota custou aos holandeses 37 mortos, muitos feridos e mais de 300 prisioneiros. Na frente da igreja do Sagrado Coração, na atual Praça de Casa Forte (que tem guia gastronômico no PorAqui), encontra-se uma placa que registra o resultado daquele histórico encontro:

Neste local, denominado outrora engenho de Anna Paes, a 17 de agosto de 1645, o exército pernambucano dirigido por VIEIRA, VIDAL, DIAS E CAMARÃO combateu uma coluna holandesa que havia aprisionado matronas pernambucanas e se fortalecido na casa de morada à direita da Igreja, resultando victoria para os libertadores com o aprisionamento completo dos inimigos. Memória do Inst. Arch. e Geogr. Pernambucano em 1918.



comment 1 comentário

  1. Em 1970, morei na Casa dos Jesuitas, então situada num muito amplo terreno fronteiriço à Av. 17 de Agosto, em Casa Forte. No ano passado, 2016, ao rever o Recife, procurei, mas em vão encontrar a residência dos Jesuitas. Ao que parece foi transformada numa escola. Não pude rever o casarão e a capela contígua. Na época a residência era dirigida pelo austero Padre Barbosa, que fazia cumprir os rígidos horários, como das refeições e do recolhimento à clausura. Trabalhavam lá o irmão Pinheiro, que organizava as partidas de futebol, bem como a cozinheira Catu. Em furtivos encontros noturnos, perseguidos pela ditadura militar encontravam abrigo temporário na residência. Assim como chegavam, partiam misteriosamente em busca de locais mais seguros.

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