Morador da Zona Norte faz granola artesanal com ingredientes locais

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Há alguns anos, o designer gráfico Fernando Eckhardt – que mora entre os bairros de Parnamirim e Casa Amarela, na Zona Norte do Recife – produz granola pra consumo próprio. “Quando uma tarefa profissional ficava muito chata, ia pra cozinha inventar granola”, diz. Quando a receita passou a ser elogiada pelos amigos, ele viu a possibilidade de empreender no ramo e montou a microempresa NaniGrani. A iniciativa ganhou as ruas há pouco mais de um mês.

A granola, que é cem por cento artesanal, está disponível para entrega a domicílio através do site www.nanigrani.com e também na feirinha de orgânicos da Praça de Casa Forte. O pacote de 500g sai por R$ 25. No site, o primeiro pedido tem o frete grátis. Para as demais entregas, o frete fica por R$ 10. As entregas são feitas para a cidade toda, com exceção de Olinda e Piedade.

Foto: Clara Gouvêa/divulgação

 

“Existe muito mais demanda do que eu esperava”, conta o microempreendedor, que percorre os bairros vizinhos de bike fazendo as entregas. Para os bairros mais longes, ele chama a Ecolivery, empresa de entrega de bikes.

O primeiro estabelecimento a adotar a granola artesanal NaniGrani foi o Fabbrique Pastifício, em Casa Forte. O restaurante não só vende o produto, como o incorporou no cardápio em alguns pratos.

“Made in Casa Amarela”

Fernando come granola todos os dias há mais de 20 anos. “Comecei quando estudante em San Francisco, EUA, quando não tinha tempo pra cozinhar e a oferta de granolas era boa e relativamente barata. De lá, fui pra Londres, onde a seleção de granolas era ainda melhor. Passei 10 anos comendo granolas deliciosas, todo santo dia. Na volta para o Brasil em 2005, umas das grandes decepções era a falta de boas granolas. Tudo era muito doce, quase só aveia e aromas artificiais”, compara.

Foto: Clara Gouvêa/divulgação


Para o empreendedor, a granola não pode ter conservantes, corantes ou aromatizantes artificiais. Por isso, a 
NaniGrani é feita da maneira mais integral possível, só com ingredientes naturais. A receita leva 2 tipos de castanhas (caju e amêndoa) e 6 tipos de sementes (linhaça, quinoa, chia, gerimum, girassol & gergelim), e é levemente adoçada com mel de engenho.

“Ao contrário das granolas industriais, ela é pouco doce, pra você comer com mel ou sorvete quando quiser. Fiz questão de que contivesse quantidades generosas de castanha, amêndoa, coco tostado, etc. Tudo em pedação, fresquinho e extra-crocante, e ainda tem um toque leve de laranja.”

Apesar de sua ambiguidade domiciliar – já que ele mora numa área perto do Hospital Agamenon Magalhães tratada como Parnamirim, mas que tecnicamente, segundo os Correios, é parte de Casa Amarela – Fernando faz questão de associar a NaniGrani ao bairro de Casa Amarela.

“Adoro e utilizo muito a feira de Casa Amarela e o comércio adjacente. É lá que compro meus ingredientes: castanha de caju, mel de engenho, óleo e polpa de coco. Além de serem uma delícia, fazem sentido do ponto de vista econômico, logístico e nutricional”, diz.

 

 

 

 

 

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