Conheça o trabalho de Pedro Cozzi, jovem multiartista de Casa Forte

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Foto: Marina Suassuna/PorAqui

Em Casa Forte, na Zona Norte do Recife, não é raro encontrar artistas que habitam e amam o bairro. Teve parceria artística criada por dois moradores que foi parar até em Portugal.

Ambiente cosmopolita com clima de interior, Casa Forte reúne tradição e modernidade. Essa mistura se reflete na identidade artística do bairro, que congrega várias gerações de criadores. Um dos mais jovens é Pedro Cozzi, morador do bairro que atua em três frentes artísticas: a literatura, a música e as artes visuais.

Com apenas 19 anos, ele já carrega na bagagem três publicações lançadas: Sobre meias suspiros e você; Inflamável e Lumo. Além disso, toca em três bandas de rock: Mariposa Experimental, Funk Junk Junkie e Ódio Concentrado. Pra completar,  é também tatuador.

Foto: Talita Morais/divulgação

Uma oportunidade de conhecer o trabalho de Pedro na música é neste domingo (6), quando ele se apresenta com a banda instrumental Mariposa Experimental no espaço cultural Nascedouro Recife, no Poço da Panela. O evento também vai trazer as bandas Power Trio Perdido (MG) e Amandinho (RN). Os ingressos custam R$ 10.

“A gente tá seguindo uma linha mais livre, improvisamos bastante”, explica o guitarrista, que também está aprendendo bateria. “Tenho uns projetos com bateria, mas ainda não toquei ao vivo. Tô usando uns pratos emprestados e fazendo aula. Na guitarra,  eu gosto de umas coisas mais pesadas como grindcore e stoner, mas curto também tocar funk rock. Por isso tenho uma banda pra cada estilo desses.”

Escrita

Já a literatura entrou na vida de Pedro há cerca de três anos, quando sentiu a necessidade de expressar, por meio de versos, certas percepções, sentimentos e devaneios. Pra divulgar seus escritos, ele optou pelas publicações artesanais, do tipo cartonera, tendência de editoras alternativas que utilizam papelão reaproveitado para a publicação.

“Vou ao supermercado, peço papelão, trago pra casa e eu mesmo corto, imprimo numa gráfica aqui perto e costuro com barbante”, explica ele, que já vendeu as publicações em eventos no Capibar e no Nascedouro. Seu último livro, Lumo, teve lançamento oficial no Mestre Cervejeiro, na Avenida 17 de agosto.

Foto: Talita Morais/divulgação

Pedro está juntando textos pra tentar lançar outro volume esse ano. Seus poemas podem ser vistos no Instagram. Lá, ele divulga os versos na forma como imprime na máquina de escrever que ganhou da avó.

“Tem gente que me pergunta qual aplicativo eu uso por causa do papel amarelado e da fonte antiga. Mas não é aplicativo. Eu realmente utilizo a máquina de escrever pra bater alguns textos.” Quem quiser adquirir os livros, basta entrar em contato com ele pela rede social. 

Tatoos

Pedro tem 38 tatuagens espalhadas pelo corpo, algumas feitas por ele mesmo quando resolveu mergulhar no universo das artes visuais há um ano e meio. “Sempre gostei de comprar material de pintura e desenho. Só que eu nunca botava pra frente, comprava e guardava. Comecei a desenhar e fazer tatuagem o ano passado e fui entrando nesse meio”, disse o jovem, que atualmente tatua a domicílio enquanto adquire experiência no ZV Tatto Estúdio, no Pina.

Foto: Talita Morais/divulgação


“O pessoal está me ajudando por lá, toda terça acompanho o flash day, converso com os tatuadores, eles me dão umas dicas. Aos poucos, estou amadurecendo a minha técnica e em breve estarei tatuando lá no ZV Tattoo Estúdio também.”

Quando questionado sobre o seu estilo de desenho, ele diz que segue a linha old school, que tem origem nos EUA, na década de 1950. “Aquelas tatuagens de marinheiro que ficaram famosas por causa de Sailor Jerry, sabe? Ele foi um grande precursor da tatuagem nos EUA. Eu curto muito o estilo dele, o traço grosso, não tão realista. Gosto mais de usar tinta preta também, não curto tanto a tatuagem colorida.”

 

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