Cine do Museu estreia sessões inclusivas com O Auto da Compadecida

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Foto: divulgação

Os causos de Chicó e João Grilo estão mais acessíveis do que nunca na tela do cinema. É que pela primeira vez o longa O Auto da Compadecida, do cineasta Guel Arraes, baseado na obra do escritor Ariano Suassuna, será exibido nas três modalidades de acessibilidade comunicacional: audiodescrição (AD), Língua Brasileira de Sinais (LiBras) e legendas para surdos e ensurdecidos (LSE).

A sessão inclusiva, que acontece nesta sexta (17), às 14h30, no Cine do Museu, em Casa Forte, Zona Norte do Recife, marca a estreia do projeto Alumiar, uma iniciativa da Fundação Joaquim Nabuco com a TV Escola e o Ministério da Educação, que tem o objetivo de levar filmes nacionais a pessoas cegas, surdas e ensurdecidas.

Também está sendo viabilizada a participação de pessoas com deficiências sensitivas e com síndrome de Down na sessão.

Foto: Gil Vicente/Fundaj/divulgação

O projeto é pioneiro ao levar filmes brasileiros com as três acessibilidades comunicacionais no cinema e também em um canal de televisão e em uma WebTV. Além do Cine do Museu, os longas também serão disponibilizados na TV Escola e na TV INES (WebTV em Linguagem Brasileira de Sinais).

As sessões no Cine do Museu vão acontecer quinzenalmente e também são voltadas para estudantes, profissionais e pesquisadores da área da acessibilidade, produtores de audiovisual, estudantes de artes visuais e público em geral. A meta do projeto é tornar 20 longas metragens brasileiros acessíveis no período de um ano.

O projeto visa ainda a realização de seminários e cursos sobre acessibilidade no cinema com especialistas brasileiros e internacionais.

Sobre o filme

Baseado na obra de Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida foi a primeira minissérie da TV Globo, em 1999. Dirigida pelo diretor pernambucano Guel Arraes, a obra foi filmada em película e lançada nos cinemas em 2000.

O filme narra as aventuras dos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. Eles vivem trapaceando o povo do pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. Somente a aparição da Nossa Senhora poderá salvar essa dupla. O filme recebeu quatro prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil 2001: Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Roteiro e Melhor Lançamento.

SERVIÇO
Sessão inclusiva de O Auto da Compadecida
Sexta-feira (17)
14h30
Gratuita
Cinema do Museu – Museu do Homem do Nordeste (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte)



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