Precisamos falar sobre acessibilidade na Praia de Boa Viagem

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Por Daniela Rorato*

Nos primeiros dias do ano, existe aquela tradição de tomar um banho de mar para "tirar as energias negativas" ou para curtir e relaxar mesmo. Afinal, muitos estão em férias. 

Nós moradores de Setúbal e Boa Viagem vivemos pertinho do mar e aposto que muitos têm uma relação afetiva com a praia. Hoje gostaria de propor um exercício de empatia PorAqui. 

Coloque-se no lugar de uma pessoa em cadeira de rodas, que possui algum tipo de deficiência física ou múltipla ou tem mobilidade reduzida devido à idade avançada. Eles não estão convidados para ir à areia na Praia de Boa Viagem. 

Porque não existem rampas de acesso adequadas ou tapetes de acessibilidade para que essa pessoa tenha a autonomia de, em sua cadeira (que faz parte dela), chegar pertinho da água.

Tapetes de acessibilidade são comuns mundo afora e já existem no Recife. São aqueles azuis, utilizados pelo projeto Praia sem Barreiras (em frente ao bar Orla). Contudo, um único local não atende a uma orla de 7 km de extensão.

(foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Na frente do projeto, existe uma rampa adequada, construída conforme as normativas da ABNT. Mas, no resto da praia, o que vemos são escadas de madeira bem antigas e deterioradas (escadas são os maiores ícones de inacessibilidade!).

Existe a uma novíssima lei, a LBI (Lei Brasileira de Inclusão – Lei 13.146/15), que garante acesso ao lazer para a Pessoa com Deficiência. Inclusive, sugere autuar por improbidade administrativa o governo que não provê esse acesso. 

Mas as rampas não estão lá. Esse acesso não existe. E, se você está em cadeira de rodas, não pode ir à praia. Mas é um direito seu. Adquirido e negado. 

Só com empatia e equidade a praia poderá ser de todos. Torço por uma praia mais inclusiva!

*Daniela Rorato é empreendedora social, mãe de Augusto e coordena a In Soluções Inclusivas, consultoria criada para difundir conceitos inclusivos para marcas e empresas.

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