Há 19 anos, grupo busca equilíbrio com prática de tai chi chuan na praia

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Há 19 anos, dezenas de pessoas se reúnem na Praia do Pina, Zona Sul do Recife, nas manhãs de sábado e domingo, para praticar o tai chi chuan. Das 7h às 8h30, o espaço na orla em frente ao edifício de número 624 se torna o ponto mais zen da cidade.

O grupo coordenado pelo mestre Carlos Gomes coleciona melhorias na saúde física e psicológica. “A prática de tai chi serve para reorganizar toda a deficiência que o corpo tem. É uma meditação em movimento”, explica Carlos, que pratica há quase 30 anos. “É uma prática lenta, mas que promove um movimento espiralado, que sai dentro do osso e, com isso, mexe no corpo todo”, acrescenta.

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Além do Pina, o grupo ministra aulas em outros pontos da Região Metropolitana, como o Sesc de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, Aldeia, em Camaragibe, Parque da Jaqueira, na Zona Norte, e Universidade Federal de Pernambuco, na Cidade Universitária. “Eu aprendi em um grupo que tinha no Clube Português, onde eu me formei professor de tai chi”, conta Carlos.

Grupo se reúne às 7h aos sábados e domingos (Foto: divulgação)

“Só que o mestre viajou, e a cidade ficou sem prática de tai chi. Foi aí que apareceram vários grupos conduzidos por autodidatas, sem a formação adequada. Então eu resolvi fazer o trabalho de divulgação nos parques e praças, aí começou a aparecer os alunos, e a gente resolveu formar o grupo de formação também”, completa.

Ainda de acordo com Carlos, o grupo do Pina é formado por 80% de pessoas idosas, mas ele reforça que a prática é essencial para pessoas de todas as idades, inclusive jovens, pois serve para acalmar neurônios e hormônios. “É importante para os jovens ter esse equilíbrio, já que é uma idade de muita agitação”, comenta.

Sobre doenças, o mestre explica que o tai chi ajuda também no convívio com doenças sem cura, como problema de pressão, diabetes, câncer, Aids e os males de Parkinson e Alzheimer. “A prática traz benefício não só de equilíbrio e coordenação, mas há estudos científicos afirmando que melhora no convívio com essas doenças. Alguns médico indicam as pessoas para fazer aula com a gente”.

Além do equilíbrio do corpo e da mente, a prática ajuda no convívio com doenças crônicas (Foto: divulgação)

O grupo no Pina já contou com cerca de 60 pessoas, mas ultimamente teve o número reduzido. Carlos aponta o inverno como um dos obstáculos. “Como é um lugar aberto, as pessoas ficam com receio de sair na chuva e depois que falta uma, duas ou três vezes, acaba que não volta”, afirma.

Para participar, basta comparecer ao local nos dias e horários indicados. A prática, aberta a todos, custa R$ 40 mensais. O ponto fica localizado ao lado da pista de skate, entre as ruas Vicência e do Atlântico, no Pina.

comment 1 comentário

  1. Foi com o Mestre Carlos que aprendi muitas tecnicas e me formei professora. Sou grata a sua dedicação e espero que mais pessoas persistam em treinar Tai Chi Chuan pq só ganham qualidade de vida.

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