De jornalista a marceneiro, como André Duarte mudou de ocupação e de vida

Whatsapp Facebook Twitter Linkedin Email
Foto: Ilana Costa

A rotina era a de trabalhar em redação de jornal, ambiente fechado, com ar-condicionado e outras regalias – e transtornos também. Hoje o dia a dia é em uma oficina aberta, cheia de poeira e com o vento que vem da rua. Essa mudança foi opção de André Duarte, que deu uma virada de jornalista para marceneiro em um intervalo de quatro anos.

Enquanto se desiludia com a profissão que exercia, André se capacitava e estudada um novo mercado. Ele passou cerca de três anos planejando como ofereceria o serviço e prototipando produtos. Assim nasceu a Morsa, uma marcenaria que atua com móveis autorais e foca nas redes sociais para divulgação e venda dos produtos.

“Com todas essas mudanças no mercado do jornalismo, eu fui perdendo o encanto com a profissão e foi numa época em que eu comecei a aprender algumas coisas de marcenaria para fazer uma parte da decoração do quarto do meu filho”, conta.

“As pessoas gostaram e foram me pedindo pra fazer uma coisa e outra, enquanto eu variava as funções dentro do jornalismo. Meu último trabalho como jornalista foi no ano passado. Depois passei a me dedicar exclusivamente à nova empresa”, acrescenta.

“Durante esses três anos, eu fiz vários cursos de capacitação e alguns estudos para que a Morsa não fosse mais uma marcenaria no mercado, e, por isso, decidimos por essa pegada autoral destacando o trabalho manual”, comenta André, que toca a Morsa junto com a esposa, Marina Moser.

“A marcenaria hoje faz parte de um contexto totalmente diferente do que era há algum tempo. Quando eu fui reformar minha cozinha, eu pesquisei em 11 lojas, e nenhuma me ofereceu um móvel personalizado como eu queria”, recorda.

“Aqui na Morsa, a gente tem uma linha a seguir. O cliente chega com uma encomenda, a gente conversa e analisa para ver se encaixa na nossa proposta”, conta.

Foto: Ilana Costa/Asa Amiga Filmes

Entre os produtos já desenvolvidos, André destaca uma casa de cachorro para ser usada dentro da sala. “Nossos móveis são sempre pensados para servir para mais de uma coisa. Essa casa de cachorro foi concebida para ser colocada na sala e servir como um criado-mudo”, explica.

Outro móvel desenvolvido por André, que estava saindo da mesa de trabalho, é o rack personalizado para guardar discos de vinil e suportar radiolas, como na foto.

Serviço
Morsa – Fazedoria de móveis e artefatos em madeira
9 8257-6882
Av. Dom João VI, 884, Boa Viagem



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *