Antes de se tornar famoso, Samuray, em Brasília Teimosa, traz história de luta

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Quem já frequentou Brasília Teimosa e provou de sua gastronomia, no mínimo, já ouviu falar do Bar do Samuray. Há 17 anos, José Cícero da Silva mantém a humildade mesmo em meio a todos os elogios que recebe diariamente de seus clientes. Apesar da estrada longa, o cozinheiro e proprietário, que carrega um visual ao estilo do soldado japonês, apenas há três anos que ele investiu nos frutos do mar e já ocupa uma posição de destaque.

Letras do alfabeto e nomes de peixe batizando as mesmas ruas. Pode isso?

“O meu segredo é que eu trabalho com a comunidade, e a comunidade trabalha comigo. Compro tudo aqui no bairro, o siri mole, por exemplo, vem desses meninos que estão aqui”, comenta se referindo a uma turma de adolescentes pescadores que estava à espera do pagamento pela encomenda.

“Faço propaganda também dos outros restaurantes. Se chega um cliente procurando uma coisa que eu não ofereço, eu indico, sem problema nenhum. O marketing não se faz derrubando ninguém, porque quanto mais se fala bem dos outros, mais você vai escutar falar bem de você”, explica.

 

Antes de mergulhar nos cobiçados siri mole, na lagosta, no arroz de polvo e na peixada, Samuray passou 14 anos oferecendo almoço comercial. “Eu não tenho nenhuma formação, não sou nenhum especialista em culinária. Tudo o que sei, eu aprendi no restaurante, misturando uma coisa aqui e outra ali”, avisa.

Mesmo sem formação, José Cícero é forte no marketing e usa a ferramenta para não ter cardápio. “Eu prefiro mostrar o prato original para o cliente. Ele já vê o prato ao vivo como ele sai, não gosto de mostrar por nome não”, explica.

O restaurante é mantido pela família, com ele à frente, e sua filha, Carol, ajudando no atendimento. Mesmo que ela atenda, ele faz questão de passar em todas as meses, trocar umas conversas e até tirar foto para as redes sociais.

O guerreiro começou a trabalhar aos 10 anos, quando perdeu sua mãe e precisou migrar para São Paulo junto com seu pai. Por lá, ele trabalhou como metalúrgico e com refrigeração. Já adulto, decidiu voltar para o Recife por opção e, desde então é o cozinheiro Samuray.



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