A Praia do Pina também tem seu Boca x River cheio de provocações

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Boca Juniors x River Plate é um daqueles jogos de futebol que movimentam a cidade nos dias que o antecede e é assunto nos dias seguintes. Não é diferente com o Boca x River disputado em um dos campos do calçadão da Praia do Pina. E, assim como na partida profissional, as provocações antes, as catimbas durante e as gozações após não param de acontecer.

A brincadeira começou há 12 anos, mas se tornou uma imitação do superclássico há três. Desde então, cada time tem seu uniforme devidamente confeccionado com as cores e os detalhes das roupas dos times argentinos. Quem é de um lado não pode virar a casaca. A disputa é para ver quem tem mais vitórias ao fim do ano, com direito a troféu para os vencedores e medalhas para artilheiro e goleiro menos vazado.

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No superclássico do Pina, Riquelme é do River Plate

Com essas e outras regras, a pelada já é uma das atrações do Calçadão. Chega a juntar curiosos para ver o superclássico. “A turma passa no Calçadão e tira onda com os times. Hoje mesmo, passou um homem na bicicleta e brincou com a derrota do River para o Lanus (ocorrida na última terça pela Copa Libertadores da América)”, conta Ricardo Nascimento, o Riquelme. Porém se engana que acha que o Riquelme é do Boca. No superclássico do Pina, ele é o capitão do River.

“Quando a gente bota a camisa do time, a disputa começa pra valer. Ninguém quer perder pra não escutar gracinha”, afirma Joselito Soares, zagueiro do River. As provocações acontecem o ano todo, assim como no clássico argentino, só que sem a cobertura dos veículos de Imprensa e sem os memes da Internet. “No início do ano, o Boca abriu três vitórias de vantagem. Os caras começaram a humilhar a gente. A tiração de onda foi grande”, confessa Riquelme.

Quem vê gíria não vê coração

O River lutou até o fim, mas a vitória no último sábado (4) ficou com o Boca

Hoje a vantagem está do lado do River, com quatro vitórias a mais: 13 x 9. O jogo do último sábado (4) terminou com um 5×4 cheio de reviravoltas. O River abriu 2×0, mas viu o Boca virar para 2×3 ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, outra virada: 4×3 para o River, e a vitória aparentemente encaminhada. Porém, o Boca – que havia chegado com pouquíssimos reservas – encontrou forças para reassumir a frente no placar. O River tentou, tentou, mas não conseguiu empatar.

“Nosso time tá atrás em número de vitórias, e do mesmo jeito que a gente tirou onda no começo do ano, agora a gente tem que aguentar a resenha dos caras”, comenta Luan Deodato, jogador do Boca. “Tem sempre esse clima de brincadeiras e provocações, mas quase sempre é na paz. Quando tem alguma treta a gente tenta contornar aqui para não tomar uma proporção maior”, explica Gibson Soares, jogador do River. “Quando acaba o jogo, é todo mundo amigo”, completa.

Cada time tem um elenco de 24 atletas, e a brincadeira é tão disputada que há fila de espera de jogadores que querem entrar. A pelada jogada todos os sábados, às 18h30.



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