“A gente tem medo de colocar o pé na rua”. Insegurança toma conta de Boa Viagem

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Foto: Geraldo Lélis/PorAqui

Como o PorAqui tem noticiado desde o início do ano, a violência em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, tem crescido, e o episódio do último domingo (17) deixou os moradores ainda mais assustados. “A sensação é de pavor. Eu viajei esses dias e passei um tempo tranquilo, mas quando cheguei em casa ontem encontrei um caso desse”, afirma o morador Estevão Souza.

“A situação está fogo. A gente não pode nem andar na rua. Quando anoitece, eu nem fico na porta mais”, conta Dona Zezé, moradora da Entra Apulso. “A sensação é péssima. Eu venho de Prazeres, em Jaboatão, morrendo de medo todos os dias”, comenta Antonio Henrique, porteiro em uma galeria na Rua Ribeiro de Brito.

A Comunidade Entra Apulso amanheceu nesta segunda-feira (18) ainda assustada com o que aconteceu na noite anterior. Além disso, uma operação da Polícia Militar bloqueou entradas e saídas da região na tentativa de encontrar pessoas envolvidas na confusão que resultou em tiroteio e incêndio de um carro com duas pessoas dentro.

No entanto, informações que circulam na comunidade é que nem os algozes, nem as vítimas do incêndio na Rua Bruno Veloso moram na localidade. O crime está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e as primeiras suspeitas é de que há relação com uma guerra pelo tráfico de drogas na região.

O chefe da Polícia Civil, Joselito Kherle, em entrevista à Rádio Jornal, disse que os dois corpos encontrados incendiados são de pessoas envolvidas na briga de facções do bairro.

“A gente tem medo de colocar o pé na rua. Eu deixei de sair à noite, porque até para ir numa pizzaria, você corre risco de ter algum tiroteio”, afirma a moradora Edilene Rufino.

“Toda semana semana tem uma confusão. Já vários assaltos aqui, principalmente nos fins de semana. A maioria ocorrem à tarde e à noite”, conta Enio Santos, porteiro em uma galeria na Rua Visconde de Jequitinhonha.

“A preocupação está em todas as pessoas com quem eu convivo. Fala-se muito de assaltos constantes também”, comenta o morador Gabriel Loureiro.

Desde o início do ano, os casos de violência têm crescido no bairro, com relatos de toque de recolher e troca de tiros em porta de escola. Em meio a isso, cresce também o número de pessoas vendendo e consumindo crack nos arredores da Rua Ribeiro de Brito.

Monitoramento

Durante operação realizada na manhã desta segunda (18) nas ruas da Comunidade Entra Apulso, a Polícia Militar encontrou câmeras instaladas em postes e as retirou para investigação. Segundo informações, o equipamento não pertence a nenhum esquema de monitoramento da Secretaria de Defesa Social (SDS) nem da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU).



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