Engenheiro constrói em Aldeia primeira casa de isopor do Estado

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Foto: Tatiana Portela

Foram necessários apenas um dia e meio, três pedreiros e dois ajudantes para que os 150 metros quadrados de paredes de uma casa fossem levantados no condomínio Haras de Aldeia, no km 20 da PE-27. Construída em blocos de 1m x 3m de poliestireno, a construção receberá agora o revestimento de cimento e deverá estar pronta para os acabamentos em uma semana.

Se tivesse sido feita nos moldes tradicionais, com tijolos, seriam gastos pelo menos quatro meses para se chegar ao mesmo resultado. E o melhor: teve um custo 15% menor que o de uma construção convencional.

A primeira casa de isopor construída em Pernambuco, segundo o engenheiro Bruno Cabral, utiliza uma tecnologia italiana chamada Sistema Monolítico com EPS, considerada bastante versátil e resistente.

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Bruno Cabral é o responsável por trazer a tecnologia para Pernambuco
Bruno Cabral é o responsável por trazer a tecnologia para Pernambuco

“As placas são compostas pelo poliestireno, cuja composição é 98% de ar, envolto em duas malhas de ferro e revestido por uma camada de concreto”, explica Bruno. A montagem das paredes é rápida porque dispensa vigas e pilares, e como o material não produz chamas, termina por proteger os sistemas elétrico e hidráulico em caso de incêndios.

Uma grande vantagem da casa de isopor é o isolamento térmico e acústico. Como não permite a troca de calor entre os ambientes interno e externo, mantém o interior da casa fresco em locais de clima quente. Também não absorve umidade, evitando mofo, fungos e cupins.

“Quanto à sustentabilidade, podemos listar uma série de vantagens, entre elas o fato de que o material é 100% reciclável, sua execução exige 75% menos de consumo de água, e a obra não gera entulhos – lembrando que a construção civil é responsável por 60% dos resíduos sólidos urbanos”, descreve o engenheiro.

Detalhe que mostra a composição da placa de EPS com as malhas de ferro e o revestimento em concreto
Detalhe que mostra a composição da placa de EPS com as malhas de ferro e o revestimento em concreto

Bastante comum em países da Europa e em algumas cidades do Sudeste do Brasil, o sistema monolítico com EPS se adapta a qualquer estilo arquitetônico e pode ser usado tanto para paredes como para coberturas, escadas e até alicerces.

As placas usadas na construção de Aldeia vêm de uma fábrica de Salvador (BA) e por enquanto somente a Bruman Engenharia utiliza a tecnologia com blocos de EPS em Pernambuco.

Quer saber mais? Acesse o site da empresa ou ligue para (081) 4121-0034.



comment 20 comentários

  1. Espetacular esse método, muito comum fora do País e com um acabamento perfeito.
  2. Parabéns ao empreendedor pelo pioneirismo, este produto é excelente. Uma maneira de construir de forma sustentável e muito econômica, ainda mais em Pernambuco.
  3. Muito bom! Parabens pela iniciativa. Aliando economia, agilidade, conforto e entre outros pensando no nosso tao sofrido meio ambiente! Parabens!!
  4. Parabéns pela iniciativa!!! Pernambuco mostrando que existe Engenheiro capacitado para aplicar alta tecnologia e preocupado com o meio ambiente.
  5. Muito bom! Parabéns! Mas a primeira casa em EPS foi construída em Petrolina há mais de cinco anos pela empresa TERMOTÉCNICA, que tem uma fábrica instalada no Distrito Industrial de Petrolina - Pe.
  6. A matéria é até interessante mas pecou por não abordar outros aspectos como valores, tempo de execução, relação custo-benefício entre outras que engrandeceriam ainda mais.
  7. Tati, conheci o seu blog agora!!! Muito legal a ideia. Amei essa matéria. Parabéns. Sucesso aí. Beijos.
  8. Grande trabalho Bruno, ficamos felizes quando o nosso produto agrada o cliente, esperamos que esse método construtivo seja mais divulgado. Sávio Façanha Supervisor Comercial Polipor (71)98777-5667 www.polipor.com.br
  9. Parabéns Bruno!!! São iniciativas como essas que precisamos para melhorar nossa produtividade com menos desperdícios na construção.

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