Em Aldeia, impressora 3D faz prótese para animais

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Foto: Tatiana Portela

O que era exercício de futurismo poucos anos atrás, agora é realidade no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Tangara), da CPRH, em Aldeia: uma impressora 3D acaba de ser instalada e, com a ajuda de professores da Universidade Federal Rural e Instituto Federal de Pernambuco, começa a produzir próteses para reabilitar animais mutilados que são levados para lá.

A doutoranda Thábata
A doutoranda Thábata e a jabuti Dora

Dora, a Aventureira, é a jabuti de 40cm e cerca de 9,5kg que chegou ao Cetas no ano passado com o casco bastante ferido. O animal foi encontrado em uma queimada em Jaboatão dos Guararapes e algumas placas e ossos de seu casco haviam caído. Agora, com o equipamento ultramoderno doado pela Receita Federal (fruto de uma apreensão de contrabando), Dora vai ganhar um casco novo, todo feito com um material sintético, parecido com plástico, bastante resistente.

“Primeiro o animal é medido e fotografado em 360 graus, depois tudo é entregue a um designer, que vai programar a prótese e mandar para a impressora”, conta Thábata Morales, veterinária que está coordenando o programa de impressão de próteses no Tangara como parte de seu doutorado na UFRPE.

Segundo o designer Rafael Suarez, que desenhou o novo casco da jabuti, a máquina leva cerca de cinco horas para imprimir 14 centímetros da prótese. “Como o animal tem 40cm e a máquina só comporta 14cm, vamos imprimir várias partes e depois montar, como um quebra-cabeça”, descreve. “No final a prótese é encaixada sobre o casco que ainda resta em Dora”.

prótese
Miniatura da prótese que vai proteger o casco da jabuti

A bióloga Thábata informa que, para um jabuti, o casco é de fundamental importância, pois além de protegê-los de predadores, serve como camuflagem e para a troca de temperatura corporal com o ambiente.

carcará
O carcará que teve a pata amputada vai receber uma nova

Dois gaviões carcarás e mais um jabuti abrigados no Cetas estão na fila para receber próteses. Uma das aves nasceu sem o bico inferior e a outra teve uma pata amputada. O jabuti também está com um problema na pata. Além desses, muitos outros animais serão beneficiados a partir de agora com a tecnologia 3D. Segundo a CPRH, 5% dos animais silvestres que chegam ao Cetas estão mutilados.



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