Frutarias ou vendedores de rua: quem tem o melhor preço no Espinheiro

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Melancia cortada já para levar atrai clientes como Claudinei (Foto: Vanessa Bahé)

De uns tempos para cá, o comércio de frutas no bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife, se diversificou, e a compra ficou mais fácil. A concorrência agora é entre os tradicionais vendedores de rua e as pequenas frutarias da localidade.

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Só na Rua do Espinheiro, é possível encontrar três vendedores informais nos sinais, além de cinco estabelecimentos comerciais no entorno. Os clientes ficam entre a comodidade de comprar num ambiente climatizado mais confortável, que também dispõe de outros produtos, e a praticidade de ter sua fruta fresquinha ao parar no semáforo ou passar na calçada.

Relação de confiança é diferencial do comércio informal (Foto: Vanessa Bahé/Colaboração)

Quem manda é o freguês

Dênis Gomes  tem 40 anos e 23 deles dedicados ao comércio de frutas na Rua do Espinheiro. Ele vende seus produtos no sinal, em frente ao número 201. Com tantos anos trabalhando no local, já é conhecido e cumprimenta os clientes pelo nome.

Conta que o movimento está mais fraco ultimamente. “Já foi melhor. Acho que a crise e as frutarias que abriram enfraqueceram nossas vendas porque eles aceitam cartão”, diz.

Mas o comerciante também ressalta que não deixa de vender por isso. “Aqui vendo a dinheiro e fiado. Tenho cliente desde 1995. Muitas pessoas passam com o carro, pedem para levar e pagar depois, e eu confio. Já aconteceu de não voltar pra pagar, mas muitos voltam e viram clientes que querem pagar até mais do que deviam pela confiança”, explica.

Seu Geraldo Alves Ferreira, de 86 anos, morador do bairro, aprova a venda na calçada. “Acho o atendimento excelente porque é rápido, fácil e quem manda é o freguês”, completa.

Preços ficam em evidência para atrair quem passa de carro (Foto: Vanessa Bahé)

Comida rápida

Leno das Frutas, como é conhecido Heleno Severino de Morais, 44 anos, conta que sai diariamente da cidade de Bonança há 18 anos para vender suas frutas na Rua do Espinheiro, na frente do número 160.

“Estou aqui de segunda a sexta, das 6h às 16h. As vendas antigamente eram boas porque, quando comecei, não existiam essas frutarias e supermercados quase não tinha muita fruta. Hoje consigo só tirar o dinheiro para sobreviver”, afirma.

Outro cliente que garante que comprar na rua é positivo é o pedreiro Claudinei José do Nascimento. “Sempre que estou na correria passo e compro uma fruta pra comer na hora. Gosto da qualidade, do preço e praticidade porque você pede e o vendedor descasca na hora, fatia, faz como quiser”, destaca.

Banca de Gleison fica no estacionamento da Pague Menos da João de Barros (Foto: Vanessa Bahé)

Gleison Viana dos Santos, 36 anos, é o mais novo da área, mesmo assim já tem 15 anos no mercado ambulante da Rua Afonso Batista (continuação da Rua do Espinheiro). Na contramão dos outros vendedores, o comerciante acredita que o movimento cresceu. “Você vai conhecendo os clientes e eles vão te apresentando a outros. Com isso, as vendas aumentam”, explica.

As frutas vendidas pelos ambulantes são geralmente as de época. Os preços entre eles são semelhantes. Abacaxi por R$ 3, banana a R$ 3 a palma, bandejas com morangos, goiaba e tangerina saem por R$ 5.

Além dos supermercados, frutarias também são opção (Foto: Vanessa Bahé)

Frutarias

Já nas frutarias, naturalmente, os preços estão acima do comércio de rua. Mas quanto? Bandeja de morango a R$ 7,99, banana a R$ 4,99 o quilo, abacaxi a R$ 4,49 a unidade e a tangerina R$ 7,89 o quilo. Mesmo assim, tem quem prefira o conforto do estabelecimento comercial.

“Gosto de comprar na frutaria porque acabo levando algumas coisas que estão faltando em casa sem precisar ir a um supermercado. Além disso, é mais seguro e tem várias opções”, conta a dona de casa Jacilene Gomes, 62 anos.



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